O preço futuro do boi gordo reagiu as fortes quedas consecutivas em abril, mas ainda segue abaixo do físico para os vencimentos a partir de maio.
O mercado futuro do boi gordo voltou a subir em abril (9), indicando que o movimento de queda entre os dias 7 e 8 de abril foi exagerado quando comparado ao comportamento de preço no mercado físico. A queda em torno de R$10,0 por arroba para o vencimento de maio, por exemplo, em apenas 2 pregões, foi parcialmente recuperada, com o contrato novamente acima de R$360,0 por arroba (Tabela).
Como destacamos, é comum ao mercado futuro do boi gordo fortes oscilações e movimentos especulativos, muitas vezes descolado da realidade no mercado físico que, se mantém firme.
O preço esperado do boi gordo para maio de 2026 foi o que apresentou a maior alta em abril (9) frente ao dia anterior, com alta de R$4,1 por arroba. Aliás, o contrato para maio de 2026 foi o que apresentou a maior procura dos investidores em abril (8) e também com o maior número de posições em aberto na B3 frente aos demais contratos do boi gordo.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre abril e novembro de 2026, em Reais por arroba.

O preço futuro do boi gordo voltou a subir em abril (9), recuperando parte da forte queda observada nos dias anteriores, mas ainda com o valor dos contratos a partir de abril abaixo da referência no físico.
A expectativa do mercado futuro segue bastante pressionada, especialmente para os contratos com vencimento a partir de junho (Figura). A expectativa, pelo menos de acordo com o mercado futuro, é de valores mais pressionados, especialmente ao longo da segunda metade de 2026.
O fato é que temos observado o maior receio dos investidores em precificar valores mais altos da arroba, especialmente devido a questão do limite de cota de exportação de carne bovina do Brasil para a China, sem tarifa adicional que, deve ser alcançado já no início da segunda metade do ano. Além da China, o período de safra e a oferta de animais em confinamento contribui para a perspectiva de maior oferta de animais para o abate nesse período do ano.
Vamos acompanhar, pois além da expectativa de flexibilização desse limite de cota, não podemos esquecer o forte aumento da demanda por carne bovina do Brasil pelos demais países importadores, da demanda interna e da fase do ciclo pecuário!
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (9).

E por falar em venda de carne bovina brasileira para o mercado internacional, entre os maiores importadores de carne bovina do Brasil no 1° trimestre de 2026, o destaque de aumento nas compras ficou com a Rússia que praticamente dobrou os embarques frente ao mesmo período do ano anterior.
O Farmnews já havia destacado, inclusive, para a alta nas compras de carne bovina do Brasil pela Rússia nos primeiros meses de 2026. Isso porque a importação de carne bovina do Brasil pela Rússia subiu nos 2 primeiros meses de 2026 e alcançou o maior patamar para o período do ano desde 2017.
E é importante observar que a participação chinesa na exportação total de carne bovina do Brasil vem diminuindo ano a ano. Em 2026 a importância da China para o País foi menor comparado ao mesmo período dos anos anteriores. Claro, a queda é discreta, mas mostra que o aumento das vendas para outros países tem aumentado mais que a demanda chinesa. Isso comprova a maior procura pela carne bovina brasileira no mercado internacional, seja pelos EUA, Chile, Rússia, UE entre outros.
A carne bovina brasileira está cada vez mais disputada no mercado internacional e os dados mostram isso! Vamos ficar atentos ao aumento do ritmo de compra de carne bovina do Brasil por outros países, além da China!
Vale destacar também que a exportação de carne bovina do Brasil para os EUA renovou a máxima no 1° trimestre de 2026. Os EUA, aliás, importaram 98,17 mil toneladas métricas de carne bovina in natura do Brasil nos primeiros 3 meses de 2026, valor 28,5% acima do observado no mesmo período de 2025.
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