O preço do bezerro segue renovando a máxima em 2026, mas o valor avaliado em arroba acumula alta maior comparado ao valor do animal em cabeça.
O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por arroba, acumulou alta de 11,8% na parcial de 2026, até março (11), frente ao valor que encerrou 2025. No mesmo intervalo de tempo, o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) avaliado em Reais por cabeça subiu menos, 6,0% (primeira Figura).
A Figura ilustra a evolução diária da variação acumulada do preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado tanto em Reais por cabeça como em Reais por arroba ao longo de 2026 (frente ao último preço de 2025).

O preço do bezerro avaliado em Reais por arroba acumulou uma alta maior frente ao animal avaliado em Reais por cabeça em 2026, pelo menos até março (11), justamente porque o peso médio de venda dos animais tem caído nos últimos meses.
O peso médio de venda do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) na parcial de março de 2026 foi de 204,0 kg, o menor peso mensal desde novembro de 2024. Vale lembrar que o peso médio de venda em março de 2025 foi de 211,2 kg. Isso requer atenção!
As Figuras a seguir mostram que o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) renovou a máxima em 2026. Contudo, essa maior alta do preço do bezerro avaliado no peso reflete diretamente no ágio da arroba do bezerro em relação à arroba do boi gordo, algo que tem sido muito discutido no Farmnews (clique aqui) pela sua importância no planejamento de reposição do rebanho e análise de viabilidade do negócio, pensando na margem futura da atividade.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por arroba, desde 2024.

O preço da arroba do bezerro segue em alta e já alcança patamares recordes não apenas para o período do ano, mas de toda a série histórica na parcial de março.
O preço médio nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) no início de março de 2026 acumulou o segundo ano consecutivo de alta para o período do ano, cotado quase R$100,0 por arroba acima do valor médio nominal observado no mesmo período do ano anterior (R$381,1). O recorde anterior para o período do ano aconteceu em 2021, quando em março daquele ano o valor médio nominal foi de R$453,5 por arroba. Clique aqui e saiba mais do assunto!
E o preço do bezerro avaliado em Reais por cabeça subiu pelo sétimo mês consecutivo na parcial de março de 2026 e deve renovar novamente o recorde nominal mensal em março de 2026, justamente do mês anterior. Clique aqui e confira os dados!
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, desde 2024.

Veja também que após a forte queda na primeira semana de março (clique aqui), o mercado futuro do boi gordo se mantém em recuperação, apesar de ainda volátil e especulado. O valor dos contratos para os vencimentos ao longo de 2026 permanecem abaixo do valor que encerrou fevereiro, mas alcançaram o maior patamar de março na parcial do mês (11). Clique aqui e confira!
É importante destacar que o preço do boi gordo (Cepea), após renovar a máxima nominal diária em fevereiro, iniciou março em queda, pressionado com as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. No entanto, após a pressão negativa no início do mês, o preço do animal pronto para o abate voltou a ficar mais estável e os valores médios mensais caminham para renovar a máxima histórica de março de 2022. Clique aqui e saiba mais!
E mudando de assunto, a Rússia, por exemplo, foi um dos destaques nesse início de 2026. Isso porque no acumulado até fevereiro, a compra de carne bovina brasileira pelos russos foi a maior para o período do ano desde 2017. Clique aqui e confira os dados!
O fato é que a carne bovina brasileira está cada vez mais procurada mundo afora e isso merece ser reforçado, apesar das incertezas relacionadas a crescente tensão internacional e a influência cada vez mais presente da geopolítica no campo (clique aqui).
Os países da UE também foram destaque nesses primeiros meses de 2026, com a importação de 14,17 mil toneladas métricas de carne bovina in natura no acumulado até fevereiro, valor acima do praticado no mesmo período do ano anterior (12,00 mil toneladas) e também no maior patamar ao longo de uma série iniciada em 2018 (clique aqui).
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