Mesmo com o mês avançando para seu fim, a venda de carne bovina no varejo apresentou desempenho acima do esperado.
A venda de carne bovina perdeu fôlego ao longo da semana, porém, por estarmos na última semana do mês – período em que costumam desacelerar de forma mais intensa –, o volume pode ser considerado satisfatório.
Em consequência, os pedidos de reposição de estoque foram menores, resultando em ajustes mais moderados em alguns segmentos da carne bovina.
No mercado atacadista de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças.
A carcaça casada do boi capão registrou alta de 1,1%, ou R$0,25/kg, negociada em R$23,15/kg, enquanto a do boi inteiro apresentou incremento de 1,8%, ou R$0,40/kg, cotada em R$22,20/kg.
Entre as fêmeas, o aumento foi de 1,2%, ou R$0,25/kg, com a vaca comercializada em R$21,25/kg e a novilha em R$21,75/kg.
Por outro lado, no atacado de carne sem osso, a média geral recuou 0,2%, puxada pela queda na média do traseiro.
Dessa forma, na média dos cortes do traseiro, houve queda de 0,3%, com oito cortes em baixa, quatro em alta e quatro estáveis, sendo a fraldinha o corte que mais variou, com desvalorização de 1,9%.
Já a média dos cortes do dianteiro apresentou ajuste positivo de 0,2%, sustentada pela valorização de 0,4% do cupim e do lombinho, enquanto três cortes apresentaram alta e três queda.
No varejo, todos os estados registraram alta, com exceção de Minas Gerais, onde o preço médio geral dos cortes permaneceu estável.
Em São Paulo, a média subiu 0,9%, com 13 cortes em alta, quatro em queda e quatro sem variação. O principal destaque foi a paleta, com avanço de 4,1%.
No Paraná, a alta foi de 0,7%, com 12 cortes em alta, seis estáveis e três em baixa. O lagarto apresentou a maior variação, com alta de 4,9%.
No Rio de Janeiro, a média dos cortes subiu 0,5%, impulsionada pelas maiores variações serem positivas, sendo para o cupim (4,3%) e para a paleta (4,2%). No estado, nove cortes subiram, nove caíram e três permaneceram estáveis.
Em Minas Gerais, como mencionado, a média não apresentou alteração, com oito cortes em alta, sete em baixa e seis sem mudança. A picanha foi o corte que mais registrou alteração, com recuou de 3,6%.
No curto prazo, o recebimento antecipado de benefícios pode favorecer um ritmo mais aquecido na venda de carne bovina, além de o mercado ainda não ter perdido dinamismo por completo, sustentando o cenário.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Além da demanda doméstica, acima do esperado para o período do ano, as exportações de carne bovina do Brasil renovaram a máxima para um mês de janeiro em 2026 (clique aqui) e mesmo antes do final de fevereiro, já haviam renovado as vendas para o mercado internacional para o período do ano (clique aqui). Esse cenário tem impulsionado o preço do boi gordo (clique aqui) e a procura pelos contratos futuros na B3 (clique aqui).
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

Vale destacar também que o preço da carne bovina nos EUA renovou a máxima nominal para um mês de fevereiro, em 2026, assim como aconteceu em janeiro!
O USDA atualizou os dados do preço da carne bovina nos EUA (clique aqui) que, alcançou o patamar mais alto para um mês de fevereiro, em 2026 e, pouco mais de 15,0% acima do valor observado no mesmo período de 2025.
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