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Venda de carne bovina no varejo aumenta na primeira semana de março


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A primeira semana de março foi marcada pela melhora na venda de carne bovina, a qual já vinha em um bom ritmo no final de fevereiro.

O quinto dia útil de março ainda não chegou, mas as vendas, que na última semana de fevereiro se mantiveram acima do esperado, melhoraram mais nesta primeira semana do mês. Com isso, parte dos setores encontrou espaço para ajustes positivos.

A cotação média subiu para todas as carcaças casadas no atacado de carne com osso.

Para a carcaça casada do boi capão, a alta foi de 2,2%, negociada em R$23,65/kg, enquanto a do boi inteiro avançou 2,0%, cotada em R$22,65/kg.

Entre as fêmeas, a cotação da vaca subiu 2,4%, apregoada em R$21,75/kg, e a da novilha teve alta de 2,3%, comercializada em R$22,25/kg.

No mercado atacadista de carne desossada, a média geral não mudou.

Entre os cortes do traseiro, com sete em alta, sete em queda e dois estáveis, o que apresentou maior variação foi a picanha B, com desvalorização de 2,7%. Com isso, a média geral recuou 0,3%.

Nos cortes do dianteiro, a cotação média subiu 0,9%, com cinco cortes em alta e um sem alteração. O destaque foi o peito, que avançou 1,6%.

No varejo, todos os estados registraram alta, com exceção de Minas Gerais, em que a média ficou inalterada.

Em São Paulo, a média subiu 0,7%, com alta em 11 cortes, queda em sete e estabilidade em três. O destaque foi a picanha maturada, com valorização de 4,8%.

No Paraná, a alta foi de 0,8%, sendo o cupim o corte com maior variação, com aumento de 3,4% em sua cotação. Dos 21 cortes monitorados, 15 subiram, cinco caíram e um permaneceu estável.

No Rio de Janeiro, o ajuste foi positivo, de 0,4%, com nove cortes em alta, cinco em queda e sete sem variação. O lagarto foi o destaque, com alta de 4,1%.

Em Minas Gerais, pela segunda semana consecutiva, a média geral não mudou. Ainda assim, 13 cortes recuaram, cinco subiram e três ficaram estáveis. A maior variação foi positiva, de 4,0%, para a picanha maturada.

No curto prazo, a expectativa é de que a venda de carne bovina ganhe ainda mais força, diante do maior poder aquisitivo previsto para a próxima semana.

Competitividade entre as carnes em fevereiro

Em fevereiro, considerando do primeiro ao último dia útil, a cotação do dianteiro subiu 8,6%, ou R$1,50/kg, fechando em R$18,85/kg.

Em contrapartida, as demais proteínas registraram queda.

A cotação do suíno especial caiu 1,9%, ou R$0,20/kg, negociado em R$10,20/kg. Com isso, a competitividade da carne bovina frente à suína piorou 10,8%, permitindo a compra de maior volume de carne suína com 1kg de carne bovina. No início do mês, era possível adquirir 1,67kg e, no fechamento, 1,85kg.

Tabela 1. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

venda de carne bovina

Vale destacar que em fevereiro de 2026 o Brasil embarcou 235,89 mil toneladas métricas em carne bovina in natura, além de novo recorde para o período do ano, valor quase 25,0% acima do observado no mesmo período do ano anterior.

A exportação de carne bovina in natura do Brasil pela primeira vez em um mês de fevereiro superou o patamar de US$1,0 bilhão, valor mais de 40,0% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025. Clique aqui e confira os dados para os meses de fevereiro, entre 2015 e 2026.

Tabela 2. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

venda de carne bovina

E mudando de assunto, o preço da arroba do bezerro segue em alta e já alcança patamares recordes não apenas para o período do ano, mas de toda a série histórica no início de março (clique aqui).

O preço do boi gordo, ao contrário do bezerro, iniciou o mês de março mais pressionado para baixo devido principalmente as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.

Embora o mercado apresente fundamentos sólidos de alta em 2026 (clique aqui), o mercado do boi gordo é mais volátil e sofre maior influência das especulações internacionais. Um dos receios é que o conflito com o Irã se estenda e, além de comprometer a logística, reflita no aumento da inflação e da consequente queda no poder de compra, tanto no mercado interno como externo.

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