A virada do mês trouxe uma leve melhora na venda de carne no varejo, com o recebimento das bonificações.
O atacado acompanhou o movimento do setor varejista e começou a receber um maior volume de pedidos para a reposição de estoque, em comparação à semana anterior.
No atacado de carne com osso, a cotação das carcaças casadas caiu, com exceção da carcaça casada do boi capão, que subiu.
A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 1,1%, negociada em R$23,40/kg, enquanto a do boi inteiro caiu 0,9%, cotada em R$22,50/kg.
Entre as fêmeas, a cotação das carcaças casadas caiu 0,7%, com a da vaca apregoada em R$22,00/kg e a da novilha em R$22,30/kg.
No atacado de carne sem osso, a média apresentou ajuste positivo de 0,4%.
Para os cortes do traseiro, a média subiu 0,5%, com a maior variação para o filé mignon sem cordão, que teve alta de 3,7%. Houve seis cortes em alta, seis em queda e quatro estáveis.
Para os cortes do dianteiro, a média geral caiu 0,2%, com cinco cortes em queda e um em alta. A maior alteração foi a alta de 2,8% para o cupim.
No varejo, o movimento foi distinto entre os estados.
Em São Paulo, a média subiu 0,2%, com oito cortes em alta, sete em queda e cinco estáveis. O destaque foi para a picanha B, que subiu 3,0%.
Em Minas Gerais, a média também subiu, 1,1%, com 14 cortes em alta, quatro em queda e dois sem alteração. O destaque foi para o lagarto, que subiu 4,1%.
A média do Rio de Janeiro também subiu no período, 0,8%, com nove cortes em alta, seis em queda e cinco estáveis. A maior variação foi de 8,6% para a costela.
Em Goiás*, a média subiu 0,2%, com a maior variação sendo a alta de 3,8% para a costela. Foram oito cortes em alta, nove em queda e três que permaneceram estáveis.
O Rio Grande do Sul* também apresentou ajuste positivo na média, de 0,2%, com dez cortes em alta, sete em queda e três sem variação. O destaque foi para o lagarto, com aumento de 3,4%.
Por outro lado, a média caiu 1,9% no Paraná, com 16 cortes em queda, dois em alta e dois estáveis. A maior variação foi a queda de 5,0% para a costela.
No Mato Grosso*, a média recuou 0,1%, com nove cortes em queda, nove em alta e dois estáveis. A maior variação foi de 2,6% para o músculo.
No Mato Grosso do Sul*, a média caiu 0,4%, com sete cortes em queda, sete em alta e seis sem alteração. O destaque ficou para o lagarto, que subiu 3,4%.
No curto prazo, é esperado que a venda de carne bovina no varejo melhore ainda mais com o recebimento dos salários e, além disso, podem ganhar um impulso com o feriado na próxima segunda-feira (7).
Competitividade entre as carnes em agosto
Em agosto, considerando do primeiro ao último dia útil, o dianteiro avulso acumulou queda de 2,8%, ou R$0,55/kg, fechando em R$18,85/kg.
A cotação do suíno especial caiu 2,6%, ou R$0,20/kg, negociado em R$7,50/kg.
A competitividade da carne bovina frente à suína melhorou 0,2%. No início do mês, era possível adquirir 2,52kg e, no fechamento, 2,51kg
A cotação do frango médio subiu 6,6%, ou R$0,40/kg, comercializado em R$6,50/kg.
Com isso, a competitividade da carne bovina frente ao frango melhorou 8,1%, passando de 3,18kg para 2,92kg. Ou seja, ao final do mês, foi possível adquirir um volume menor de frango com 1kg de carne bovina.
Dessa maneira, em agosto, a competitividade da carne bovina frente às proteínas alternativas melhorou. Com 1kg de carne bovina, foi possível adquirir 0,26kg a menos de frango e 0,01kg a menos de carne suína na comparação entre o início e o fim do mês.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Saiba também que o preço do suíno vivo segue como o destaque de queda em 2026 e, no início de setembro, renovou a mínima do ano, quase 50,0% abaixo do valor que encerrou 2025, alcançando o menor valor médio desde 2020.
O preço do suíno vivo também segue bastante descolado do preço do boi gordo (Cepea) em 2026, pois enquanto o bovino acumula alta de 8,0% no ano, até setembro (3), no mesmo intervalo de tempo, o valor do suíno desabou quase 50,0%.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

E mudando de assunto, o preço da carne bovina nos EUA voltou a subir em agosto de 2026 frente ao mês anterior, mas ficou abaixo do valor praticado no mesmo período de 2025.
O preço da carne bovina nos EUA em agosto de 2026 caiu frente ao valor nominal de agosto de 2025, mas subiu em relação ao mês anterior, se mantendo próximo da máxima nominal histórica.
O cenário de oferta restrita de animais para o abate no país devido a diminuição do rebanho deve manter o preço da carne bovina pressionada por lá.
E como temos continuamente destacado no Farmnews, os patamares recordes do preço da carne bovina no atacado dos EUA impulsionam a demanda do produto brasileiro pelo país.
Vale lembrar que a importação de carne bovina do Brasil pelos EUA mais que dobrou em julho de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025.
Isso porque em julho de 2026 os EUA importaram 26,06 mil toneladas métricas de carne bovina do Brasil, valor mais que o dobro do observado em julho de 2025 (12,66 mil toneladas) e novo recorde para o período do ano.
Claro, não podemos esquecer também que em julho de 2025 as exportações de carne bovina enfrentavam as limitações do “tarifaço”, o que fez cair de modo importante a venda de carne bovina do Brasil para os EUA no período (clique aqui).
O Farmnews também comparou os dados da variação do preço em dólares do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, até o final de agosto.
E além de comparar os preços em dólares das commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews, vale lembrar que também comparamos os valores, em moeda nacional, do preço do boi gordo, bezerro, milho e soja até agosto de 2026. Clique aqui e confira os dados!
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