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Seguro e crédito no agronegócio: por que a gestão de risco é peça-chave para o crescimento do setor

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O sistema de crédito no agronegócio brasileiro está passando por uma transformação estrutural. A demanda por recursos cresce em ritmo acelerado, enquanto a oferta de crédito público já não é suficiente para atender às necessidades de um setor cada vez mais capital-intensivo, tecnológico e exposto a riscos.

Estimativas recentes indicam que a necessidade total de crédito do agro supera, com folga, a capacidade de financiamento tradicional. Esse descompasso vem impulsionando a ampliação do crédito privado, o fortalecimento do mercado de capitais e o surgimento de novos instrumentos financeiros voltados ao campo.

Nesse novo cenário, uma questão se torna central: como financiar o crescimento do agronegócio de forma sustentável, previsível e acessível? A resposta passa, inevitavelmente, pela gestão de risco — e pelo papel estratégico dos seguros.

A transição do crédito público para o crédito privado

Historicamente, o crédito rural subsidiado teve papel fundamental no desenvolvimento do agronegócio brasileiro. No entanto, o crescimento do setor, aliado às restrições fiscais do Estado, vem deslocando parte relevante desse financiamento para fontes privadas.

Hoje, instrumentos como CRA, FIDC, FIAGRO e outras estruturas de mercado de capitais ganham espaço. Eles ampliam o acesso a recursos, mas trazem consigo exigências maiores de governança, transparência e gestão de risco.

Diferentemente do crédito público, o capital privado precifica risco de forma mais rigorosa. Isso significa que produtores e empresas que não conhecem seus riscos, seus custos e sua capacidade de geração de caixa acabam enfrentando taxas mais elevadas ou restrições de acesso ao crédito.

O papel do seguro na estruturação do crédito

Nesse contexto, o seguro deixa de ser apenas uma proteção contra perdas pontuais e passa a atuar como ferramenta estruturante das operações de crédito no agronegócio.

O seguro contribui para reduzir a volatilidade dos resultados, proteger o fluxo de caixa e mitigar riscos de inadimplência. Ao transferir parte dos riscos de eventos extremos para o mercado segurador, cria-se um ambiente mais estável para financiadores, empresas e produtores.

Seguros rurais, patrimoniais e de crédito têm papel complementar nesse processo. Enquanto o seguro rural e o seguro patrimonial protege a produção e os ativos no campo, o seguro de crédito atua na gestão do risco de recebíveis, especialmente relevante para revendas, cooperativas e empresas fornecedoras de insumos.

Gestão de risco como fator de competitividade

À medida que o crédito privado avança, a gestão de risco passa a ser um diferencial competitivo. Produtores e empresas que estruturam seus riscos, utilizam seguros de forma estratégica e adotam boas práticas de governança tendem a acessar recursos em melhores condições.

Mais do que uma exigência financeira, trata-se de uma mudança de mentalidade. O seguro deixa de ser visto como custo e passa a ser compreendido como investimento em previsibilidade, estabilidade e continuidade do negócio.

Cadeias mais resilientes são aquelas em que o risco é conhecido, mensurado e compartilhado de forma consciente entre os diferentes elos. Quando isso acontece, o crédito flui, os contratos se fortalecem e o crescimento do setor se torna mais sustentável.

Financiar o agro do futuro exige mais do que capital

O agronegócio brasileiro continuará demandando volumes crescentes de investimento para sustentar sua competitividade. No entanto, financiar esse crescimento exige mais do que capital disponível.

Exige gestão de risco, governança e instrumentos que permitam absorver choques sem comprometer a continuidade das operações. Nesse contexto, o seguro se consolida como uma peça-chave para viabilizar o crédito, fortalecer as cadeias produtivas e sustentar o desenvolvimento do agro no longo prazo.

Para crescer com solidez, o agro precisa também aprender a financiar seus riscos.

E não podemos deixar de falar em geopolítica nesse contexto atual, afinal de contas o agronegócio brasileiro pode pagar a conta de decisões políticas que não controla.

Quer saber mais sobre as opções de gerenciamento de risco e como elas podem ajudar no seu negócio, entre em contato comigo. Nádia Alcantara (11) 94103 3105 ou pelo nadia.alcantara@nbacorretora.com.br

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