O consumo de carne bovina segue em menor ritmo no final de agosto, como é comum para o período do mês.
A última semana do mês traz menor procura por carne bovina, com o consumidor buscando proteínas mais baratas.
Como esperado para a última semana – completa – do mês, o consumo de carne bovina caiu, refletindo no atacado, que recebeu poucos pedidos para reposição dos estoques.
No atacado de carne com osso, as cotações caíram para todas as carcaças casadas.
A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 2,5%, negociada em R$23,15/kg, enquanto a do boi inteiro caiu 2,4%, cotada em R$22,70/kg. Para as fêmeas, a queda para a carcaça casada da vaca foi de 2,6%, apregoada em R$22,15/kg, e a da novilha recuou 2,2%, comercializada em R$22,45/kg.
No atacado de carne desossada, por outro lado, as cotações seguiram sustentadas, com alta em 16 dos 22 cortes e a média geral subindo 1,2%.
Para os cortes do traseiro, a média subiu 1,9%, com 15 cortes em alta e um em queda. O destaque foi para a picanha A, que subiu 4,2%.
Já para os cortes do dianteiro, o movimento foi contrário, com queda de 1,4% na média, cinco cortes em queda e um em alta. A maior variação foi para o cupim, que caiu 3,5%.
No varejo, o movimento foi distinto entre os estados, com a média caindo em quatro estados, subindo em três e sem alteração em um.
Em São Paulo, a média apresentou ajuste negativo de 0,1%, com 11 cortes em queda, sete em alta e dois sem alteração. A maior alteração no período foi a queda de 3,4% para o peito.
No Paraná, a média também recuou, 0,3%, com nove cortes caindo, oito subindo e três permanecendo estáveis. As maiores variações foram da costela, que subiu 3,7%, seguida da picanha B, que caiu 3,2%.
No Mato Grosso*, a média registrou recuo de 0,1%, com seis cortes em queda, cinco em alta e nove estáveis. A picanha B foi o corte que mais se alterou, com queda de 2,6%.
No Mato Grosso do Sul*, apesar de a maior variação ter sido a alta de 4,7% para a fraldinha, a média caiu 0,4%, com nove quedas, oito altas e três estabilidades.
Já no Rio de Janeiro, a média subiu 0,3%, com o miolo de alcatra apresentando a maior variação, de 3,2%. No estado, sete cortes subiram, cinco caíram e oito permaneceram estáveis.
Goiás* também registrou alta na média, de 1,7%, com 14 cortes em alta, cinco em queda e um sem alteração. A maior variação foi a alta de 5,0% para o patinho e o cupim.
No Rio Grande do Sul*, também houve valorização da média, que variou 0,7%, com 11 cortes em alta, sete em queda e dois estáveis. A maior variação foi para o músculo, de 7,1%.
Em Minas Gerais, a média não mudou, com seis cortes em alta, seis em queda e oito estáveis. A maior variação foi a queda de 5,2% para o cupim.
No curto prazo, é esperado que uma melhora no consumo de carne bovina com a virada do mês e a possibilidade de antecipação do recebimento dos salários, uma vez que o quinto dia útil cairá no feriado de 7 de setembro.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Vale destacar também que a exportação de carne bovina do Brasil na 3ª parcial de agosto mostrou estabilidade em relação ao acumulado da primeira quinzena do mês.
Em valores absolutos, a exportação de carne bovina do Brasil nos primeiros 15 dias úteis de agosto somou 141,07 mil toneladas métricas, valor 52,5% do que foi observado ao longo de todo o mês de agosto de 2025 (268,54 mil toneladas métricas).
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

O número de contratos de boi gordo aberto na B3 alcançou o maior patamar de 2026 no final de agosto.
A maior procura pelos contratos de boi gordo na B3 acontece em um momento em que o valor esperado da arroba renovou a máxima para os vencimentos a partir de outubro.
O preço futuro do boi gordo voltou a renovar a máxima, com os contratos com vencimento a partir de outubro nos maiores patamares no final de agosto.
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