O final de maio foi marcado por uma menor demanda por carne bovina, comum ao período do mês. Mas o preço para o consumidor final segue firme.
A última semana de maio foi marcada por vendas mais lentas no setor, cenário comum neste período, quando o consumidor costuma priorizar proteínas mais baratas.
No atacado com osso, apesar da reposição de estoques mais fraca, a oferta disponível para distribuição também esteve menor, equilibrando o mercado. Com isso, a cotação das carcaças casadas permaneceu estável.
A carcaça casada do boi capão está cotada em R$23,90/kg, enquanto a do boi inteiro está negociada em R$22,75/kg. Entre as fêmeas, a cotação da carcaça casada da vaca está em R$21,70/kg e a da novilha em R$22,00/kg.
No atacado de carne desossada, a média das cotações dos cortes recuou 0,3%.
Nos cortes do traseiro, a média caiu 0,2%, influenciada pela queda em oito dos 16 cortes, enquanto cinco apresentaram alta e três permaneceram estáveis. O destaque foi o miolo de alcatra, com recuo de 1,1% no período.
Para os cortes do dianteiro, a média registrou queda de 0,7%, com quatro cortes em baixa e dois em alta. A paleta com músculo apresentou a maior variação, com desvalorização de 2,8%.
No varejo, as cotações estão em alta na maior parte das praças analisadas, com exceção do Rio de Janeiro, onde houve retração.
Em São Paulo, a cotação média subiu 0,1%, com nove cortes em alta, sete em queda e cinco estáveis. O destaque foi o cupim, que subiu 2,5%.
No Paraná, a alta média foi de 0,4%, com 14 cortes valorizados, cinco em queda e dois sem alteração. O músculo foi o corte com maior variação, com alta de 5,2%.
Em Minas Gerais, a cotação média subiu 0,6%, com 11 cortes em alta, sete em queda e três estáveis. A maior variação foi a valorização de 5,5%, para a alcatra com maminha.
No Rio de Janeiro, a média recuou 0,8%, com 13 dos 21 cortes em queda, ante quatro em alta e quatro estáveis. O lagarto foi o corte que mais variou, com retração de 4,9%.
No curto prazo, a demanda por carne bovina tende a ganhar algum fôlego com o pagamento das bonificações, embora a recuperação do ritmo deva ficar mais consistente apenas após o recebimento dos salários, no quinto dia útil de junho.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Vale destacar também que a exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 261,94 mil toneladas métricas em maio de 2026, valor 20,1% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (218,07 mil toneladas). No acumulado entre janeiro e maio de 2026, os embarques de carne bovina in natura do Brasil somaram 1,21 milhão de toneladas métricas, valor 16,2% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (1,04 milhão de toneladas).
E além do recorde de venda de carne bovina, a exportação de bovinos vivos do Brasil também foi recorde para um mês de maio, em 2026, com destaque a alta do preço dos animais.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

Saiba também que a importação de carne bovina do Brasil pela China somou o equivalente a US$1,04 bilhão em maio de 2026, alta de mais de 80,0% frente ao mesmo período de 2025 (US$0,58 bilhão).
O fato é que além da alta no embarque de carne bovina para o país asiático, o preço médio de venda também aumentou, alcançando o maior patamar para o período do ano desde 2022, quando inclusive ficou acima de US$7,00 por kg.
No acumulado do ano, até maio, a exportação de carne bovina para a China também segue descolada do mesmo período dos anos anteriores, mostrando que ao longo de todo ano de 2026, pelo menos até o momento, a demanda chinesa foi maior.
Saiba também que o Farmnews atualizou os dados da variação acumulada do preço do bezerro, boi gordo, dólar e do indicador de inflação (IGP-M) entre janeiro de 2020 e maio de 2026 e também ao longo dos últimos 12 meses.
Afinal, como se comportou, nos últimos 12 meses, ou seja, entre maio de 2025 e maio de 2026 e também desde 2020, o preço de bezerro e do boi gordo comparado ao indicador de inflação, medido pelo IGP-M e o dólar? Clique aqui e confira!
O Farmnews também comparou o preço médio anual do boi gordo, bezerro, milho e soja nos meses de maio, entre os anos de 2018 e 2026, em moeda nacional (clique aqui) e em dólares (clique aqui).
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