O Farmnews apresentou os dados revisados pelo USDA em abril de 2026, do estoque de soja no Brasil e no mundo e comparou com os preços do grão no mercado interno.
O USDA revisou, em abril de 2026, os dados da produção e estoque mundial de soja para a safra 2025/26 e o Farmnews comparou os valores esperados com a estimativa anterior e também com as safras anteriores (Tabelas abaixo).
A Tabela apresenta os dados de produção mundial de soja e por país produtor, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em abril de 2026.

A produção mundial de soja na safra 2025/26, com estimativa de alcançar 427,41 milhões de toneladas, deve ficar pouco abaixo do valor observado na safra anterior, de 2024/25, quando alcançou 428,15 milhões de toneladas, mas ainda muito acima da produção das safras anteriores (Tabela acima).
O fato é que a expectativa de produção de soja entre os principais produtores mundiais ficou estável, com exceção apenas do Paraguai e, mantendo praticamente inalterada a perspectiva de produção mundial de soja frente a estimativa anterior, de março.
Apesar da perspectiva de estabilidade na produção mundial de soja, o estoque final do grão foi revisado para baixo em abril, mas ainda próximo do recorde anterior da safra de 2024/25, como mostram os dados da segunda Tabela.
A Tabela apresenta os dados de estoque final de soja no mundo e por país, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em abril de 2026.

O estoque mundial de soja foi revisado levemente para baixo em abril, mas em patamares muito próximo do recorde anterior, alcançado na safra 2024/25 (Tabela acima).
A revisão negativa no estoque, ainda que pequena, aconteceu devido aos ajustes negativos no Brasil, Argentina e UE, ainda que também discretos. No Brasil, apesar da expectativa de estabilidade na oferta de grão, a exportação foi revisada para cima, em 1,0 milhão de toneladas na safra 2025/26, além de uma maior demanda interna.
E por falar em exportação, as vendas de soja em grão do Brasil para o mercado internacional renovaram a máxima para um 1° trimestre do ano, em 2026. Isso porque o Brasil embarcou, entre janeiro à março, de 23,50 milhões de toneladas de soja, valor 6,0% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (22,16 milhões de toneladas).
E mesmo com os patamares recordes de venda de soja do Brasil para o mercado internacional e a revisão negativa no estoque, ainda que pequeno (Tabela acima), o preço do grão no mercado interno segue pressionado (primeira Figura), especialmente em moeda nacional. O preço da soja segue abaixo do valor praticado no mesmo período de 2025 e com queda de 9,3% frente ao valor que encerrou 2025 na parcial de abril (9).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá-PR), avaliada em Reais por saca, desde 2024.

No entanto, com o Real mais valorizado em 2026, o preço da soja (Cepea, Paranaguá-PR) avaliada em moeda americana segue mais valorizada (segunda Figura) e acima dos valores praticados no mesmo período dos anos de 2024 e 2025.
Com o Real mais valorizado, enquanto o preço da soja, em abril (9) cai quase 10,0% em moeda nacional frente ao valor que encerrou o ano anterior, quando avaliado em moeda americana a quase foi bem menor no mesmo intervalo de tempo, de 1,8%.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá-PR), avaliada em dólares por saca, desde 2024.

E mudando de assunto, o Farmnews também comparou os dados do preço do bezerro, boi gordo, milho e da soja nos meses de março, entre 2018 e 2026, avaliados tanto em moeda americana como em moeda nacional!
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