A expectativa do preço do boi gordo para julho de 2026 voltou a apresentar forte queda na B3, com o valor esperado da arroba no menor patamar desde janeiro.
A pressão negativa do boi gordo no mercado físico no curto segue refletindo na expectativa do preço do boi gordo, especialmente para julho que, apresentou a maior queda em junho (24) e voltou ao menor valor para o vencimento desde janeiro (primeira Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço esperado do boi gordo para julho de 2026 (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba.

A expectativa do preço do boi gordo para julho de 2026, embora volátil, segue pressionada, alcançando o menor valor para o vencimento desde o início do ano.
O preço esperado do boi gordo para julho, de acordo com os dados da B3 de junho (24) de R$332,4 por arroba ficou mais de R$7,0 por arroba abaixo da referência do físico (Datagro). Isso mostra que a perspectiva negativa de curto prazo para o preço do boi gordo se mantém.
Por outro lado, a expectativa do preço do boi gordo para os meses finais de 2026 é de recuperação (segunda Figura), afinal de contas a oferta de animais deve ser menor no período do ano, além de um consumo doméstico mais aquecido e a demanda pela exportação de carne bovina para a China para 2027 no radar da indústria.
A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, em junho (24), em Reais por arroba.

Apesar de volátil e especulado, o preço futuro do boi gordo apresentou queda menor que o físico ao longo da última semana, considerando os dias entre 17 e 24 de maio, como mostram os dados apresentados na Tabela abaixo.
O fato é que o mercado físico vem apresentando uma maior pressão negativa quando comparado aos dados da B3 no curto prazo, apesar da volatilidade no mercado futuro. É preciso atenção e cuidado em momentos de um mercado especulado!
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

A pressão negativa no preço do boi gordo ao longo de junho e um preço do bezerro mais estável no período voltou a aumentar o ágio da categoria de reposição e os receios relacionados ao poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
E mudando de assunto, a exportação de carne bovina do Brasil para a Rússia, em 2026, segue em forte ritmo de alta frente aos anos anteriores. No entanto, segue muito abaixo do que já foi observado no passado.
É importante lembrar que a carne bovina brasileira está cada vez mais disputada no mercado internacional e o aumento do ritmo de compra não aconteceu apenas pelos russos. Os EUA (clique aqui) e a UE (União Europeia) igualmente vem apresentando forte aumento no ritmo de compra em 2026.
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