O preço da carne bovina no varejo de São Paulo e Paraná subiu, ao contrário do que foi observado nas demais praças.
O preço da carne bovina no varejo de São Paulo e Paraná apresentou alta, enquanto, nas demais praças, os preços caíram. No atacado, os preços estão em queda.
A primeira metade do mês foi concluída. No atacado, as compras são realizadas de forma cautelosa para evitar sobras. Entretanto, no varejo, o mercado permanece equilibrado, com algumas praças apresentando valorização, enquanto outras estão em baixa.
No atacado de carne com osso, as carcaças casadas permaneceram com recuo nos preços.
A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 3,5%, negociada em R$22,20/kg. A do boi inteiro caiu 4,3%, apregoada em R$21,30/kg. Para as fêmeas, a cotação da carcaça casada da vaca caiu 5,1%, cotada em R$20,50/kg, e a da novilha caiu 5,2%, comercializada em R$20,85/kg
No atacado de carne desossada, a média dos preços recuou 0,9%, pressionada pela queda de 19 dos 22 cortes monitorados.
Entre os cortes do traseiro, a média caiu 0,8%, com 13 cortes em baixa, dois estáveis e um em alta. A maior variação foi observada na fraldinha, com recuou de 2,3%.
Nos cortes do dianteiro, a média caiu 1,6%, com os seis cortes cotados registrando queda. O destaque foi para a paleta sem músculo, que caiu 2,9%.
No varejo, metade das praças cotadas teve valorização nos preços, enquanto a outra metade registrou queda.
Em São Paulo, a média de preço da carne bovina no varejo subiu 0,4%, com oito cortes em alta, oito em queda e quatro estáveis. A maior variação foi no contrafilé, com queda de 3,4%.
Em Minas Gerais, a média recuou 0,8%, com 14 cortes em queda, cinco em alta e um estável. O destaque foi para a alcatra com maminha, que subiu 5,2%.
No Paraná, a média subiu 0,2%, com 10 cortes em queda, oito em alta e dois estáveis. O destaque foi para a costela, com alta de 4,1%.
No Rio de Janeiro, a média caiu 0,9%, com 11 cortes em queda, sete em alta e dois permanecendo estáveis. O destaque foi para a costela, que subiu 6,5%.
No curto prazo, para a segunda quinzena do mês, a expectativa é de estabilidade nos preços, com viés de queda.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Saiba também que o preço futuro do boi gordo para outubro de 2026 subiu pelo sexto dia consecutivo em julho (16) e renovou a máxima para o vencimento, cotado a R$360,0 por arroba.
O preço futuro do boi gordo para setembro e outubro de 2026 foram o destaque de valorização entre os dias 9 e 16 de julho, com ganho de 3,1% e 2,8%, nessa ordem. Clique aqui e saiba mais!
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

Veja também que o abate de vacas e novilhas nos primeiros 3 meses de 2026 alcançou valores históricos para o período do ano pelo terceiro ano consecutivo.
O abate oficial de bovinos no Brasil no 1º trimestre foi novamente recorde para o período do ano, impulsionado também pelo forte aumento do abate de vacas e novilhas. Aliás, nunca foram abatidas tantas fêmeas no 1º trimestre de um ano como em 2026.
E o recorde histórico de abate de fêmeas em um 1º trimestre aconteceu pelo terceiro ano consecutivo em 2026 e isso reforça a preocupação futura com relação a produção de carne bovina no Brasil, também diante de um cenário global de menor oferta de carne bovina, como temos discutido no Farmnews.
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