O preço do bezerro subiu ao longo da primeira semana de março, ao contrário do boi gordo que acumulou queda no período.
A primeira semana de março de 2026 foi marcada pela preocupação com relação ao conflito no Oriente Médio (clique aqui) e os possíveis desdobramentos na logística, inflação e, por consequência, na demanda global por carne bovina. Com isso, o preço do boi gordo, tanto no mercado físico (primeira Figura) como futuro (clique aqui) caiu, apesar dos fundamentos de alta como temos discutido por aqui!
Apesar dos receios, a demanda doméstica por carne bovina ficou mais aquecida como tradicionalmente acontece no início de cada vez (clique aqui) e deve seguir firme na primeira quinzena do mês, enquanto as vendas internacionais renovaram a máxima para um mês de fevereiro, em faturamento, embarque e preço (clique aqui).
O fato é que o preço do boi gordo (Cepea) caiu 2,0% entre o final de fevereiro e a parcial de março (6), cotado a R$346,1 por arroba. No ano, em relação ao valor que encerrou 2025, o preço do animal pronto para o abate subiu 8,4%. E enquanto o preço do boi gordo caiu na primeira semana de março, o valor da categoria de reposição (Cepea, Mato Grosso do Sul) renovou a máxima diária (clique aqui), com alta de 1,3% em relação ao valor que encerrou fevereiro. Na parcial de março (6) o preço do bezerro (frente ao final de 2025) subiu 6,6%.
A Figura ilustra a variação diária acumulada do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) e do boi gordo (Cepea), ao longo de 2026.

A alta do preço do bezerro na parcial de 2026 voltou a se aproximar da observada para o boi gordo, após um período de descolamento ao longo de fevereiro.
A maior alta do preço do boi gordo frente ao bezerro em fevereiro e o consequente descolamento do preço do animal pronto para o abate na parcial do ano, se inverteu no início de março.
E vale observar (segunda Figura) que, considerando um período maior de tempo, ou seja, desde o início de 2025, o preço do bezerro acumulou alta de 23,6%, muito acima do observado para o boi gordo, de 8,7%. O descolamento do preço do bezerro em relação ao boi gordo reforça a preocupação com o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
Aliás, a preocupação com a margem de lucro do pecuarista tem sido alvo de temas apresentados no Farmnews, especialmente devido ao momento em que os indicadores que medem o poder de compra da reposição nos menores valores históricos (clique aqui).
A Figura ilustra a evolução diária acumulada do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) e do boi gordo (Cepea), desde 2025.

Veja também que o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo voltou a cair no início de março, após acumular 6 semanas consecutivas de alta.
Com o encerramento dos negócios para o contrato de fevereiro, o aumento das posições em aberto para os demais vencimentos não foi suficiente, pelo menos por enquanto, para compensar a queda nas posições em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3. Clique aqui!
No entanto, a perda nas posições em aberto no mercado futuro do boi gordo foi relativamente pequena, mesmo diante da volatilidade que dominou os negócios ao longo da primeira semana de março (clique aqui) e do receio com os desdobramentos e o período que o conflito no Oriente Médio pode durar (clique aqui).
E mudando de assunto, a importação de carne bovina do Brasil pela China e EUA renovou a máxima para um mês de fevereiro, em 2026. Pois é, os principais importadores de carne bovina do Brasil aumentaram o ritmo de compra no mês de fevereiro quando comparado ao mesmo período dos anos anteriores, com destaque ao aumento das vendas para os EUA. Clique aqui e confira os dados!
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