O preço do boi gordo voltou a ser mais pressionado no início da segunda metade de junho, mas segue acumulando alta em 2026, ao contrário do suíno e do frango.
O preço do boi gordo (Cepea), embora mais pressionado desde a segunda parte de junho, acumulou alta de 8,5%, até o dia 19, frente ao valor que encerrou 2025.
Por outro lado, o preço do suíno vivo e do frango congelado no atacado paulista permanece com forte queda no ano, em patamares muito abaixo da variação de preço apresentada pelo boi gordo (primeira Figura).
A Figura apresenta a variação diária acumulada do preço do boi gordo (Cepea), suíno vivo (Cepea, SP) e do frango congelado no atacado paulista (Cepea) ao longo de 2026 (frente ao valor que encerrou 2025).

O preço do boi gordo (Cepea) acumulou alta de 8,1% entre o final de 2025 e a parcial de junho (19), enquanto no mesmo intervalo de tempo o suíno vivo caiu 40,7% e o frango congelado no atacado desvalorizou 10,5%.
A queda no preço do suíno vivo é um dos destaques negativos de 2026 (segunda Figura) que, se mantém próximo da mínima do ano e no menor patamar para o período do ano desde 2020, em valor nominal.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do suíno vivo (Cepea, SP), em Reais por kg, desde 2025.

O preço médio do suíno vivo na parcial de junho, até o dia 19, de R$5,26 por kg foi 38,6% abaixo da média nominal de junho de 2025 (R$8,57). O valor de R$5,26 por kg na parcial de junho de 2026 foi o menor valor nominal desde junho de 2020, como mostram os dados da terceira Figura.
A Figura apresenta os dados médios nominais do preço do suíno vivo (Cepea, SP), em Reais por kg, entre janeiro de 2020 e a parcial de junho de 2026 (até o dia 19).

E mudando de assunto, o preço futuro do boi gordo segue pressionado em junho, especialmente para os contratos mais próximos do vencimento, mas a perspectiva para os meses finais de 2026 vem melhorando.
O preço do boi gordo voltou a ficar mais pressionado na segunda metade de junho, também devido aos receios relacionados ao alcance do limite de cota de exportação de carne bovina do Brasil para a China.
Além da insegurança relacionada ao impacto devido a maior oferta de carne bovina no mercado doméstico, a demanda doméstica segue mais fraca (clique aqui), o que ajuda a manter o preço da arroba mais pressionada no curto prazo e também a influenciar o movimento dos contratos, principalmente daqueles mais próximos do vencimento, na B3.
No entanto, o preço futuro do boi gordo embora permaneça em queda no curto prazo, mas vem mostrando uma perspectiva mais otimista para os meses finais do ano.
Vale destacar também que o número de contratos futuros do boi gordo em aberto na B3 ficou praticamente estável na terceira parcial de junho, revelando o baixo apetite do investidor nesse momento.
O fato é que a procura do investidor pelo contrato futuro do boi gordo foi pequena na terceira parcial de junho, com a queda esperada nas posições em aberto para junho não sendo compensada pelo aumento de demanda para os demais vencimentos.
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