O preço futuro do boi gordo segue em alta, mas valorização no mercado físico foi maior no final de janeiro
A referência do mercado futuro do boi gordo no físico, o indicador Datagro, foi cotado no maior patamar de 2026 na parcial de janeiro (28), acima de R$325,0 por arroba. Em relação ao valor que encerrou 2025, a referência do mercado futuro no físico subiu 2,3% (já que o valor final de 2025 foi de R$318,4 por arroba.
A Figura ilustra a evolução diária do preço do boi gordo (indicador Datagro), em Reais por arroba, desde a segunda metade de 2025.

Além da alta no mercado físico, todos os contratos em aberto para 2026 subiram e os vencimentos entre janeiro e agosto alcançaram a máxima do ano. Os contratos que vencem em setembro e outubro seguem pouco abaixo do valor que iniciaram o ano de 2026.
No entanto, na semana entre os dias 21 e 28 de janeiro, todos os contratos futuros do boi gordo com vencimento em aberto na B3 subiram, como mostram os dados da Tabela abaixo. E é importante destacar para a maior alta para os contratos mais próximos do vencimento, com exceção de janeiro, claro, que caminha para o encerramento.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no físico (Datagro) e futuro (B3), para os vencimentos entre janeiro e outubro de 2026, avaliado em Reais por arroba, entre os dias 21 e 28 de janeiro.

O preço futuro do boi gordo para os vencimentos entre janeiro e agosto de 2026 renovaram a máxima de 2026 no final de janeiro.
E é sempre bom reforçar que os dados parciais da exportação de carne bovina do Brasil confirmam novo recorde de embarque e receita para um mês de janeiro, em 2026. Isso porque no acumulado até a quarta semana de janeiro (16 dias úteis) a venda de carne bovina do Brasil somou 183,78 mil toneladas métricas, acima do que foi observado em janeiro de 2025 (180,47 mil toneladas) e também superando o recorde anterior para o período do ano, de 2024 (181,69 mil toneladas). Clique aqui e confira os dados!
A Figura abaixo apresenta dados de preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros, segundo B3, entre janeiro e outubro de 2026, em Reais por arroba, no dia 28 janeiro, considerando os valores do ajuste.

Apesar da máxima de 2026 para os vencimentos entre janeiro e agosto de 2026, a expectativa de ganho dos vencimentos diminuiu nos últimos dias de janeiro, indicando uma maior valorização do mercado físico frente ao futuro do boi gordo.
Isso porque em janeiro (21), a expectativa de alta frente ao físico para o vencimento de maio de 2026 foi de R$11,6 por arroba e em janeiro (28), esse valor caiu para R$6,1 por arroba, mostrando a maior recuperação do mercado físico (Datagro) ao longo do período, como mostram os dados da segunda Tabela.
O mesmo acontece para o vencimento de outubro de 2026, já que em janeiro (21), a expectativa de alta frente ao físico (Datagro) era de R$23,5 por arroba e em janeiro (28) esse valor caiu para R$17,6 por arroba.
A Figura apresenta a diferença entre a expectativa futura do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) frente a referência no físico (Datagro), em Reais por arroba, entre os dias 21 e 28 de janeiro, para os vencimentos entre janeiro e outubro de 2026.

E mudando de assunto, o preço futuro do milho para 2026 se mantém em queda em janeiro, pressionado pela queda do grão no mercado físico. Clique aqui e confira!
O preço futuro da soja iniciou o ano de 2026 pressionado e com comportamento semelhante a 2024, quando a queda em janeiro ficou próxima de 20,0%. Clique aqui e saiba mais!
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