O preço futuro do milho para novembro de 2026 renovou a máxima em agosto (20), cotado a R$76,9 por saca na B3.
Aliás, todos os contratos de milho negociados na B3 que vencem a partir de novembro de 2026 foram cotados na máxima ou em patamares muito próximo do recorde para os vencimentos.
O contrato que vence em março de 2027 segue como o destaque, com o valor esperado do grão próximo de R$81,0 por saca (primeira Figura).
A Figura abaixo apresenta dados de preço do milho no mercado físico (Cepea) e dos contratos futuros, segundo B3, entre setembro de 2026 e julho de 2027, em Reais por saca, no dia 20 de agosto, considerando os valores do ajuste.

O fato é que o mercado futuro do milho para novembro de 2026 precifica alta de quase R$10,0 por saca em relação ao valor atual do grão (Cepea), em agosto (20).
Isso porque o preço do milho (Cepea) foi cotado a R$67,7 por saca em agosto (20) e o valor esperado para novembro de 2026 (B3, valor de ajuste) foi de R$76,9 por saca no mesmo período.
O preço futuro do milho para novembro de 2026, além de acima da referência no físico, mantém expectativa de forte alta em relação a média nominal praticada em novembro de 2025 (Cepea), de R$67,6 por saca.
E como temos destacado, o contrato para março precifica o maior valor esperado entre os vencimentos em aberto na B3, cotado a R$80,9 por saca e, precificando alta de mais de R$13,0 por saca em relação ao valor atual do grão (Cepea).
No mercado físico, o preço do milho segue em recuperação (segunda Figura).
Mesmo com uma grande produção, muitos produtores estão retraídos nas vendas, na expectativa de preços melhores. Isso reduz a quantidade efetivamente disponível no mercado e contribui para a sustentação às cotações.
A expectativa de preço do milho é de recuperação, também favorecido pela alta no preço do grão no mercado internacional.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho (Cepea), em Reais por saca, desde 2024.

Vale destacar que o estoque mundial de milho foi novamente revisado para baixo em agosto de 2026, com expectativa de alcançar, na safra 2026/27, 274,66 milhões de toneladas, valor 0,2% abaixo da estimativa anterior, de julho (275,26 milhões de toneladas), mas 8,1% em relação a safra anterior (298,83 milhões de toneladas).
E mudando de assunto, saiba que a compra de cloreto de potássio caiu em julho de 2026, mas segue acima do valor praticado no mesmo período dos anos anteriores.
A compra de cloreto de potássio pelo Brasil em julho de 2026 foi de 1,53 milhão de toneladas, valor 10,1% abaixo praticado em julho de 2025 (1,70 milhão de toneladas), quando inclusive foi recorde para o período do ano.
E ao contrário do cloreto de potássio, a compra de ureia do Brasil disparou em julho de 2026, mas se mantém muito abaixo no acumulado de 2026 em relação ao mesmo período dos anos anteriores.
E por falar em custos de produção, você sabia que dados da Aegro Insights na safrinha mostram que, no mesmo estado, no mesmo ciclo, o custo de insumos variou 89% entre o mais enxuto e o mais caro! Pois é, clique aqui e saiba mais do assunto!
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