Venda de carne bovina desacelera, mas ficou acima do esperado no final de fevereiro

Scot Consultoria
Farmnews

Mesmo com o mês avançando para seu fim, a venda de carne bovina no varejo apresentou desempenho acima do esperado.

A venda de carne bovina perdeu fôlego ao longo da semana, porém, por estarmos na última semana do mês – período em que costumam desacelerar de forma mais intensa –, o volume pode ser considerado satisfatório.

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Em consequência, os pedidos de reposição de estoque foram menores, resultando em ajustes mais moderados em alguns segmentos da carne bovina.

No mercado atacadista de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças.

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A carcaça casada do boi capão registrou alta de 1,1%, ou R$0,25/kg, negociada em R$23,15/kg, enquanto a do boi inteiro apresentou incremento de 1,8%, ou R$0,40/kg, cotada em R$22,20/kg.

Entre as fêmeas, o aumento foi de 1,2%, ou R$0,25/kg, com a vaca comercializada em R$21,25/kg e a novilha em R$21,75/kg.

Por outro lado, no atacado de carne sem osso, a média geral recuou 0,2%, puxada pela queda na média do traseiro.

Dessa forma, na média dos cortes do traseiro, houve queda de 0,3%, com oito cortes em baixa, quatro em alta e quatro estáveis, sendo a fraldinha o corte que mais variou, com desvalorização de 1,9%.

Já a média dos cortes do dianteiro apresentou ajuste positivo de 0,2%, sustentada pela valorização de 0,4% do cupim e do lombinho, enquanto três cortes apresentaram alta e três queda.

No varejo, todos os estados registraram alta, com exceção de Minas Gerais, onde o preço médio geral dos cortes permaneceu estável.

Em São Paulo, a média subiu 0,9%, com 13 cortes em alta, quatro em queda e quatro sem variação. O principal destaque foi a paleta, com avanço de 4,1%.

No Paraná, a alta foi de 0,7%, com 12 cortes em alta, seis estáveis e três em baixa. O lagarto apresentou a maior variação, com alta de 4,9%.

No Rio de Janeiro, a média dos cortes subiu 0,5%, impulsionada pelas maiores variações serem positivas, sendo para o cupim (4,3%) e para a paleta (4,2%). No estado, nove cortes subiram, nove caíram e três permaneceram estáveis.

Em Minas Gerais, como mencionado, a média não apresentou alteração, com oito cortes em alta, sete em baixa e seis sem mudança. A picanha foi o corte que mais registrou alteração, com recuou de 3,6%.

No curto prazo, o recebimento antecipado de benefícios pode favorecer um ritmo mais aquecido na venda de carne bovina, além de o mercado ainda não ter perdido dinamismo por completo, sustentando o cenário.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

venda de carne bovina

Além da demanda doméstica, acima do esperado para o período do ano, as exportações de carne bovina do Brasil renovaram a máxima para um mês de janeiro em 2026 (clique aqui) e mesmo antes do final de fevereiro, já haviam renovado as vendas para o mercado internacional para o período do ano (clique aqui). Esse cenário tem impulsionado o preço do boi gordo (clique aqui) e a procura pelos contratos futuros na B3 (clique aqui).

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

venda de carne bovina

Vale destacar também que o preço da carne bovina nos EUA renovou a máxima nominal para um mês de fevereiro, em 2026, assim como aconteceu em janeiro!

O USDA atualizou os dados do preço da carne bovina nos EUA (clique aqui) que, alcançou o patamar mais alto para um mês de fevereiro, em 2026 e, pouco mais de 15,0% acima do valor observado no mesmo período de 2025.

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