O custo de produção de bovinos confinados encerrou 2025 em alta!
Na edição nº 103, referente ao mês de dezembro, a equipe do ICBC observou aumento nos custos das propriedades média (CSPm) e grande de São Paulo (CSPg) e de Goiás (CGO):

Os custos de alimentação representaram 80% (CSPm), 83,8% (CSPg) e 84% (CGO) da diária-boi (CDB) nas propriedades representativas. Em São Paulo, os preços subiram para o sorgo (+13,3%), o bagaço de cana (+3,9%), o farelo de algodão 28% (+0,6%), o caroço de algodão (+1,6%) e a casca de soja (+3,1%), enquanto recuou para a polpa cítrica (-5,7%).
O farelo de trigo e o gérmen de milho se mantiveram estáveis. Em Goiás, caiu o preço do DDG 30% (-0,7%), mas subiram o sorgo (+8,7%), o milho (+0,5%) e a torta de algodão (+1,3%). O farelo de amendoim se manteve estável.
Os custos da diária-boi (CDB) para os confinamentos CSPm, CSPg e CGO variaram em comparação aos meses anteriores, conforme demonstrado no Gráfico 2.

O custo de produção de bovinos confinados subiu em todas as propriedades representativas do ICBC no mês de dezembro. A variação foi de +1,6% em CGO, com aumento de R$17,25 para R$17,52, +1,7% e +2,2% em CSPg e CSPm, respectivamente.
O custo de produção de bovinos confinados ou o custo da diária-boi (CDB) é composto por dois grupos de custo: o operacional e o nutricional e, ambos estão sensíveis à eficiência técnica e à dinâmica de mercado. Essa diferença de comportamento entre os sistemas reflete o peso do componente nutricional na estrutura de custos, principal determinante das variações observadas.
A composição do CDB em dezembro evidencia que a maior parcela do custo está associada ao componente nutricional, variando entre R$14,71 (CGO) e R$15,76 (CSPg). A variação entre sistemas mostra que o resultado depende de escolhas técnicas sólidas: formulação precisa, controle operacional rigoroso e foco permanente na eficiência econômica.



Todo produtor diz que conhece seu sistema. Poucos conseguem provar isso nos números. O profissional que domina custos não depende de opinião: ele mostra, compara, projeta e decide com precisão. No campo, autoridade real vem de quem mede e não de quem só afirma.
E mudando de assunto, o preço da arroba do bezerro alcançou o maior patamar para um mês de janeiro na parcial de 2026 (clique aqui). O ágio do bezerro em relação ao boi gordo também alcançou o maior patamar para um mês de janeiro, em 2026. Clique aqui e saiba mais!
O ano de 2026 começou com o preço do bezerro descolado do boi gordo. No entanto, o preço do boi gordo voltou a subir e na parcial de janeiro (20) alcançou o maior patamar desde o final da primeira quinzena de dezembro (clique aqui).
A expectativa é de uma oferta de animais prontos para o abate mais restrita ao longo do ano. E em janeiro, a partir da segunda quinzena do mês, a oferta se mostra mais enxuta.
Acesse a Edição 103 completa do ICBC com gráficos e dados por sistema solicitando por e-mail: lae-indicadores@usp.br.
Esse trabalho é feito a partir de projeto de extensão conduzido pela equipe dos Indicadores de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) da FMVZ USP. Tayná Ferreira, Bruna Veloso, Julia Abrahão; Renata de Mori; Dr. Thiago Andrade; Dr. Gustavo Sartorello e; Prof. Dr. Augusto Gameiro.
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!



