O consumo de carne bovina mais aquecido sustenta as vendas no varejo no final de novembro!
Mesmo com a última semana do mês sendo, sazonalmente, mais morosa, com os fatores típicos desse período do ano, as vendas permaneceram sustentadas.
A última semana do mês, embora alguns dias pontuais tenham registrado vendas mais tímidas – como no final de semana –, apresentou um ritmo considerável no geral, especialmente ao levarmos em conta que é um período em que o consumidor costuma ter menor poder aquisitivo.
O recebimento do 13º salário, bonificações e contratações temporárias tendem a manter o consumo de carne bovina mais aquecido nessa época do ano.
Com o varejo mais aquecido, o setor atacadista também registrou maior movimentação, impulsionado pelos pedidos de reposição de estoque. Mas, apesar desse cenário, no mercado atacadista de carne com osso, as carcaças casadas, após seis semanas seguidas de alta, abriram a semana passada, e está, com ajustes negativos.
Vale destacar, porém, que o ajuste ocorre após forte aumento de preços em 2025 – ou seja, os ajustes são pontuais e não sugerem menor firmeza ou correções bruscas no segmento em curto prazo.
A carcaça casada do boi capão caiu 0,2%, cotada em R$21,95/kg, enquanto a do boi inteiro recuou 1,2%, negociada em R$21,15/kg.
Para as fêmeas, o recuo na cotação da carcaça foi de 0,7% para a da vaca, apregoada em R$20,50/kg, e de 1,2% para a da novilha, comercializada em R$21,00/kg.
No atacado de carne sem osso, a cotação seguiu em alta, com avanço médio geral de 0,8%.
Nos cortes do traseiro, a média subiu 0,7%, com dez cortes em valorização, um em baixa e cinco estáveis. O destaque foi o filé mignon com cordão, que apresentou alta de 2,2%.
Nos cortes do dianteiro, houve alta de 1,1%, com todos os cortes acompanhados registrando ajustes positivos, sendo o maior de 1,5% para o lombinho.
No varejo, os estados apresentaram comportamentos distintos.
Em São Paulo, a média caiu 0,3%, com as maiores variações sendo negativas, de 3,7% para o filé mignon com cordão e para o coxão mole. No estado, dez cortes recuaram, dez subiram e um permaneceu estável.
No Rio de Janeiro, apesar da maior variação ter sido positiva, de alta de 3,6% para o lombinho, a média geral apresentou ajuste negativo de 0,1%, puxado pelo recuo de 13 cortes, ante a alta de sete e um sem apresentar variação.
No Paraná, houve aumento na média de 0,3%, sustentado pela alta de 13 cortes, contra a queda de sete e um estável, e com a maior variação sendo de 4,3% de valorização para o músculo.
Em Minas Gerais, a média geral ficou estável. No entanto, dez cortes tiveram alta, nove caíram e dois não registraram alteração no período, com destaque para a picanha maturada, que subiu 3,8%.
No curto prazo, além da virada de mês, que por si só estimula maior movimentação, todos os fatores citados anteriormente, somados ao fato de dezembro ser um período mais aquecido, indicam tendência de sustentação no consumo de carne bovina, podendo impulsionar altas nas cotações.

Saiba também que o preço do boi gordo, apesar da relativa estabilidade em novembro, voltou a ficar abaixo do valor praticado no mesmo período do ano anterior. Aliás, desde julho de 2024 o preço do boi gordo não era cotado abaixo do valor praticado no mesmo período do ano anterior. Clique aqui e saiba mais!

O Farmnews atualizou os dados da variação acumulada do preço do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2025, até novembro. Em novembro, frente ao valor que encerrou o mês anterior, todas as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews apresentaram alta, mas o destaque de valorização foi o milho, bezerro, soja e o boi gordo, nessa ordem. Clique aqui!
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