A demanda pelo boi gordo na B3 voltou a apresentar forte alta em julho (23), com as posições em aberto no maior valor desde o final de maio.
O total de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo em julho (23) de 60.288 mostrou, novamente, forte aumento frente a semana anterior, como mostram os dados apresentados na primeira Figura abaixo.
As posições em aberto na B3 subiram pela terceira semana consecutiva em julho e alcançaram o maior patamar e quase 2 meses.
A Figura apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3 entre outubro de 2025 e a parcial de julho de 2026 (23).

O contrato para vencimento em agosto de 2026 foi, novamente, o que apresentou o maior aumento de procura em julho (23) quando comparado a semana anterior, com alta de quase 3,0 posições em aberto (segunda Figura), seguido do vencimento de outubro, também bastante demandado pelo investidor.
Pois é, embora o contrato para vencimento em outubro apresente o maior número de posições em aberto na B3, foi o vencimento de agosto o mais procurado ao longo das duas últimas semanas.
A demanda pelo boi gordo na B3 subiu pela terceira semana consecutiva em julho e as posições em aberto alcançaram o maior patamar desde o final de maio.
O fato que chamou também a atenção foi a queda na demanda pelo boi gordo para o vencimento de dezembro. A perda de posições em aberto na B3 para o vencimento foi de quase 1,0 mil contratos entre os das 16 e 23 de julho.
E o preço esperado do boi gordo para dezembro de 2026 segue precificando o maior patamar entre os contratos em aberto para o ano (clique aqui). Claro, desconsiderando os contratos que vencem no início de 2027, com expectativa de preço acima de R$370,0 por arroba em julho.
A Figura apresenta o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3), por mês de vencimento, em julho (16) e julho (23).

Além da maior demanda pelo boi gordo na B3, os contratos apresentaram uma maior volatilidade (clique aqui).
Apesar da expectativa mais otimista para os meses finais do ano, o preço esperado do boi gordo, especialmente para outubro foi bastante especulado.
Isso porque após renovar a máxima em julho (21), cotado a R$366,9 por arroba e acumulado alta de quase R$25,0 frente ao valor que iniciou julho, o valor do contrato foi cotado a R$357,7 por arroba em julho (23). Isso mostra a intensidade da volatilidade e o momento de especulação na B3.
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento de agosto e outubro de 2026, entre o novembro de 2025 e a parcial de julho de 2026 (23).

É importante destacar que o preço do boi gordo iniciou julho pressionado e permaneceu em queda até quase o final da primeira metade do mês, para logo em seguida acumular os maiores ganhos diários de 2026.
A queda no preço do boi gordo poderia, para muitos, significar um momento de pessimismo também para os meses à frente. Mas o que se viu foi uma mudança de cenário em pouco tempo.
E não é à toa que no Farmnews temos continuamente reforçado para a maior volatilidade e movimentos especulativos no mercado do boi gordo que podem, muitas vezes, criar uma visão nebulosa ou mesmo distorcida sobre o futuro.
Como muito bem colocou Maurício Scoton, nosso colunista na área de gestão, o que mais importa atualmente não é “adivinhar” a tendência, especialmente de curto prazo, é saber interpretar o mercado e tomar as decisões corretas, o mais rápido possível (clique aqui).
O problema não é errar, é saber que a tendência pode mudar rapidamente e o pessimismo vira otimismo muito rápido. Assim como, claro, otimismo também vira pessimismo muitas outras vezes.
O fato é que no mercado do boi gordo, não somos torcedores, somos analistas e o objetivo aqui é contribuir para uma melhor decisão do produtor.
O Farmnews inclusive apresentou os dados do preço corrigido do boi gordo no longo prazo, indicando que apesar das incertezas geopolíticas que impulsionam ainda mais os movimentos especulativos, o valor do animal pronto para o abate segue distante da máxima esperada para o atual ciclo de alta, pelo menos de acordo com nosso entendimento.
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