O mercado futuro do boi gordo interrompeu sequência de alta em julho (22), contrariando o físico que, novamente subiu diante de um cenário de oferta restrita.
A referência do mercado futuro (Datagro) subiu pelo sétimo dia consecutivo, cotado a R$343,7 por arroba em julho (22) e, acumulando alta de 2,0% frente ao valor que encerrou junho e 7,9% de alta em relação ao final de 2025.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Datagro), em Reais por arroba, em 2026.

O preço do boi gordo no mercado físico subiu mais que o preço futuro do boi gordo, para todos os contratos com vencimento em aberto e de maior liquidez na B3, entre os dias 15 e 22 de julho (Tabela).
Isso porque enquanto o preço do boi gordo (Datagro) subiu 4,3%, passando de R$329,5 por arroba em julho (15) parra R$343,7 por arroba em julho (22), o mercado futuro subiu menos no período. E essa menor alta aconteceu devido à queda nos contratos em julho (22).
Pois é, após forte alta nos últimos dias, as cotações no mercado futuro do boi gordo contrariaram o físico e caíram forte, em movimento especulativo.
Aliás, o Farmnews destacou para o risco dos movimentos especulativos na B3 e da importância da gestão de risco, mesmo diante de um cenário de preços em recuperação (clique aqui).
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

O preço futuro do boi gordo para outubro de 2026, por exemplo, caiu de R4366,9 por arroba em julho (21) para R$360,7 por arroba em julho (22), uma queda de mais de R$6,0 por arroba. E esse movimento foi descolado do físico, ou seja, apenas um movimento comum ao mercado financeiro, onde predomina as especulações.
E por falar no assunto, apesar da maior volatilidade e dos riscos geopolíticos cada vez mais presentes, os fundamentos da pecuária permanecem firmes.
Em outras palavras, mesmo com as incertezas e das oscilações de curto prazo cada vez maiores, o movimento de valorização da pecuária de corte predomina no longo prazo.
Não podemos esquecer que apesar das incertezas e insegurança com relação a conflitos, protecionismo, economia etc, o abate de fêmeas segue renovando a máxima e aumenta a preocupação com relação à oferta futura de animais para o abate. O que tende a pressionar ainda mais os preços do boi gordo no longo prazo.
A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em julho (22), em Reais por arroba.

Além da recuperação do preço da arroba no mercado físico, o Farmnews destacou que o preço corrigido do boi gordo, em 2026, sugere que o movimento de alta ainda não alcançou a máxima para o atual ciclo de longo prazo.
O Farmnews também apresentou os dados históricos do preço corrigido do bezerro.
Embora o preço nominal da categoria de reposição esteja renovando a máxima no ano, o potencial de alta permanece expressivo, principalmente quando avaliamos o comportamento histórico do preço corrigido do bezerro no longo prazo e o atual cenário de abate de fêmeas no Brasil (clique aqui).
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