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Exportação de carne bovina: terceira parcial de maio mostra nova alta de preço!

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A terceira parcial de maio de 2026 praticamente confirma novo recorde de exportação de carne bovina para o período do ano. 

Isso poque a exportação de carne bovina in natura do Brasil até a terceira semana de maio (15 dias úteis) foi de 203,48 mil toneladas, valor muito próximo de todo o embarque de maio de 2025. Os embarques em maio de 2025 (21 dias úteis) totalizaram 218,07 mil toneladas métricas.

O recorde para um mês de maio aconteceu justamente em 2025, mas em 2026 esse recorde será renovado com folga!

Vale lembrar que no acumulado dos 5 primeiros dias úteis de maio, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 17,17 mil toneladas métricas, valor 65,5% acima do praticado em maio de 2025, quando a média diária de venda foi de 10,38 mil toneladas métricas.

No acumulado até a segunda semana de maio, as vendas perderam o ritmo frente a semana anterior, A exportação de carne bovina do Brasil nos primeiros 10 dias úteis de maio foi de, em média, 14,13 mil toneladas, valor 36,2% acima do observado em maio de 2025 de 10,38 mil toneladas.

E no acumulado até a terceira semana de maio, as vendas voltaram a cair, totalizando uma média diária de 13,56 mil toneladas de embarque de carne bovina in natura do Brasil, o que mantém os patamares mais de 30,0% acima do praticado em maio de 2025.

Contudo, o que não diminuiu ao longo de maio foi o preço médio de venda da carne bovina brasileira no mercado internacional que, seguiu subindo semana a semana!

Na primeira semana e maio (5 dias úteis) o preço da carne bovina brasileira para exportação foi cotado, em média, a US$6,34 por kg e na parcial dos 10 dias úteis o preço subiu para US$6,46 por kg. Na terceira parcial de maio (15 dias úteis), o preço subiu novamente, para US$6,49 por kg.

O preço médio de venda do produto brasileira no mercado internacional deve renovar a máxima histórica para um mês de maio. O recorde médio mensal de maio foi alcançado em 2022, quando foi cotado a US$6,45 por kg.

O ágio do preço da carne bovina exportada do Brasil em relação ao boi gordo (Cepea) na parcial de maio de 2026 foi de 37,8%, o patamar mais alto em relação aos meses anteriores e pouco abaixo do que foi observado em janeiro (39,1%). Apesar da recuperação do ágio da carne bovina exportada do Brasil frente ao boi gordo na parcial de maio, o valor de 37,8% segue abaixo do que foi observado em maio de 2025 (43,3%).

E mudando de assunto, o abate de bovinos no Brasil segue em alta e no 1° trimestre de 2026 renovou a máxima para o período do ano, acumulando o quinto ano consecutivo de alta!

O abate de bovinos no Brasil, dados oficiais, ficou acima de 10,0 milhões de cabeças pela primeira vez em um 1° trimestre, em 2026 e, acumulando o quinto ano consecutivo de alta para o período do ano.

A produção mundial de carne bovina para 2026 foi revisada para 61,56 milhões de toneladas em equivalente carcaça, valor 0,87% acima da perspectiva anterior, de dezembro de 2025 (61,03 milhões de toneladas).

Pois é, o aumento da estimativa de produção mundial de carne bovina em abril de 2026 aconteceu principalmente pelo aumento na perspectiva de produção de carne bovina no Brasil. Isso porque em dezembro de 2025, o USDA apontava uma expectativa de produção, no Brasil, de 11,70 milhões de toneladas e na revisão de abril de 2026 esse valor subiu 5,73%, para 12,37 milhões de toneladas.

O aumento na expectativa de produção de carne bovina do Brasil pelo USDA desafia a expectativa de redução no ritmo de abate de fêmeas esperada no ano. Caso o ritmo do abate de fêmeas no País permaneça elevado, mesmo com o preço do bezerro renovando as máximas, a falta de animais para o abate no futuro pode ser ainda mais severa. Isso merece atenção.

E assim como o USDA elevou a perspectiva de produção de carne bovina no Brasil, elevou também a expectativa para o consumo doméstico do País. O consumo de carne bovina no Brasil para 2026 foi revisado para cima em abril, mas segue abaixo de 2024 e 2025.

consumo de carne bovina no Brasil em 2026 foi revisado de 7,75 milhões de toneladas em equivalente carcaça para 8,15 milhões de toneladas, aumento de 5,1% frente a expectativa apresentada em dezembro de 2025.

O Farmnws também atualizou os dados do preço corrigido do boi gordo e do preço corrigido do bezerro que reforçam para a tendência de alta no longo prazo, apesar das quedas pontuais de curto prazo.

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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