O número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo caiu forte no início de junho, com o encerramento dos negócios de maio não compensado pelo aumento da demanda para os demais vencimentos.
Com o encerramento dos negócios do contrato de maio, o número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo caiu forte no início de junho (primeira Figura). O número de posições em aberto na B3 em junho (3) ficou pouco acima de 50,0 mil contratos, o menor patamar desde fevereiro.
A Figura apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3 entre outubro de 2025 e a parcial de junho de 2026 (3).

A procura do investidor no mercado futuro do boi gordo foi pequena no início de junho e o número de posições em aberto na B3 apresentou forte queda com o encerramento dos negócios para o vencimento de maio.
Além do encerramento dos negócios de maio, as posições em aberto para o vencimento em junho também diminuíram no início do mês (segunda Figura). E apesar da queda das posições em aberto para junho, praticamente não houve aumento de demanda para os demais vencimentos, ou seja, a partir de julho que, permaneceram praticamente estáveis desde o final de maio.
O investidor parece comedido nesse momento, com uma menor intenção de investimento na B3. E assim como a baixa demanda pelos investimentos no mercado futuro do boi gordo, o preço dos contratos também não tem acompanhado a recuperação no preço da arroba no mercado físico.
A Figura apresenta o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3), por mês de vencimento, em maio (28) e junho (3).

O contrato para vencimento em outubro de 2026 ficou praticamente estável, em torno de 10,5 mil posições em aberto. O preço esperado para o vencimento também se mantém com pouca variação, precificando relativa estabilidade em relação ao físico.
Vale destacar também que a exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 261,94 mil toneladas métricas em maio de 2026, valor 20,1% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (218,07 mil toneladas). No acumulado entre janeiro e maio de 2026, os embarques de carne bovina in natura do Brasil somaram 1,21 milhão de toneladas métricas, valor 16,2% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (1,04 milhão de toneladas).
E o recorde de venda de carne do Brasil aconteceu principalmente pelo aumento do ritmo de compra chinês. A China importou 153,87 mil toneladas métricas de carne bovina in natura do Brasil em maio de 2026, quase 60,0% de toda a carne exportada pelo Brasil no mês (261,94 mil toneladas).
A importação de carne bovina do Brasil pela China, aliás, segue renovando a máxima em 2026, muito acima dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores.
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento de junho e outubro de 2026, entre o novembro de 2025 e a parcial de junho de 2026 (3).

O embarque de carne bovina do Brasil para a China somou 614,75 mil toneladas métricas em 2026, até maio. E vale ficar atento ao limite de cota de exportação para o país asiático, sem tarifa adicional.
Vale lembrar que o limite de cota sem a tarifa adicional de 55,0% em 2026 é de 1,10 milhão de toneladas e ainda permanece a dúvida de quando o Brasil irá, de fato, alcançar essa cota e se essa regra ainda pode ser flexibilizada.
É importante não esquecer que além da necessidade de compra de carne bovina devido a uma demanda maior que a oferta local (clique aqui), o país enfrenta um risco crescente de febre aftosa (clique aqui). Vale ficar atento.
O Farmnews também comparou o preço médio anual do boi gordo, bezerro, milho e soja nos meses de maio, entre os anos de 2018 e 2026, em moeda nacional (clique aqui) e em dólares (clique aqui).
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