quarta-feira, janeiro 14, 2026
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Preço do bezerro inicia 2026 descolado de 2025 e acumula quarto mês consecutivo de alta. Confira dados!

O preço do bezerro iniciou 2026 em patamares acima do observado no mesmo período de 2025, ao contrário do boi gordo.

A categoria de reposição se mantém firme na parcial de janeiro de 2026 e com valores médios 16,5% acima do valor nominal praticado no mesmo período de 2025 (linha laranja abaixo), como ilustram os dados apresentados na primeira Figura abaixo.

A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) desde 2024, em Reais por cabeça.

preço do bezerro
Fonte: Dados do Cepea (elaborado por Farmnews)

O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) na parcial de janeiro de 2026 (até o dia 13) foi cotado, em média, a R$3.068,9 por cabeça, valor 16,5% acima da média nominal praticada em janeiro de 2025 (R$2.633,8).

Além da alta em relação ao mesmo período do ano anterior, o preço do bezerro acumulou o quarto mês consecutivo de valorização na parcial de janeiro de 2026, como mostram os dados da segunda Figura.

A Figura apesenta os dados médios nominais do preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por cabeça, entre janeiro de 2020 e a parcial de janeiro de 2026 (até o dia 13).

preço do bezerro
Fonte: Dados do Cepea (elaborado por Farmnews)

Além do patamar recorde nominal para um mês de janeiro, na parcial de 2026, o preço do bezerro segue firme e com tendência de alta, como resultado dos patamares recordes de abate de fêmeas nos últimos anos, como temos destacado.

Por outro lado, o preço do boi gordo embora tenha iniciado o ano firme, os valores parciais de janeiro de 2026 ficaram abaixo do observado no mesmo período de 2025 na primeira metade do mês (clique aqui).

O mercado do boi gordo, apesar da perspectiva otimista para o ano, segue mais pressionado no curto prazo, também em razão do anúncio da China em limitar a exportação de carne bovina para o país sem a aplicação de tarifa adicional. Esse tem sido um assunto muito discutido no Farmnews, pois mesmo que o impacto esperado deva acontecer na segunda metade do ano (clique aqui), é esperado que o limite de cota aplicado ao Brasil seja revisto e isso depende da articulação política do governo.

O país asiático estabeleceu cota de 1,106 milhão de toneladas de exportação de carne bovina para o Brasil no ano de 2026, ou seja, valor que o Brasil comercializou em 2025 está praticamente 50,0% acima do limite imposto, sem tarifa, pelos chineses.

Vale lembrar que a China, em 2025, importou 1,64 milhão de toneladas métricas em carne bovina do Brasil, valor 24,6% acima do que foi observado em 2024. E considerando os embarques observados em 2025, a expectativa é que a tarifa adicional a carne bovina do Brasil exportada para a China seja aplicada a partir de setembro (clique aqui).

E além da China, os EUA anunciaram tarifa adicional de 25,0% para os países que mantém relações comerciais com o Irã. Na prática, os produtos exportados do Brasil para os EUA poderão, novamente, sofrer uma tarifa adicional, já que o Brasil mantém relações comerciais com o Irã. Vale lembrar que os EUA já aplicaram tarifa adicional de exportação de 40,0% ao Brasil em 2025, com fortes consequências para diversos setores da economia nacional. Isso porque embora a exportação de carne bovina do Brasil para os EUA tenha sido recorde em 2025, poderia ter sido muito maior (clique aqui).

No entanto, não podemos esquecer que enquanto os principais países compradores de carne bovina do Brasil discutem tarifas adicionais de exportação e limites de cota, o preço do produto para o consumidor final mundo agora renova a máxima histórica. Nos EUA o preço da carne bovina alcançou valores históricos (clique aqui), assim como na Europa (clique aqui) e acende o sinal de alerta para a viabilidades dessas imposições protecionistas. Vamos acompanhar!

Bom a Europa parece mais atenta a esse fato. Isso porque depois de mais de duas décadas de negociação, o acordo entre UE e Mercosul avançou definitivamente. Clique aqui e confira os impactos para o agro do Brasil com o acordo comercial!

O fato é que, cada vez mais, o agronegócio brasileiro pode pagar a conta de decisões políticas que não controla, o que aumenta a insegurança do produtor rural! Clique aqui e saiba mais!

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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