O preço futuro do milho embora pressionado, acompanhando o movimento de queda no mercado físico, mantém expectativa de recuperação ao longo da segunda metade de 2026.
O preço do milho (Cepea) foi o destaque negativo da primeira parcial de junho entre as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews, com queda de 3,0% frente ao valor que encerrou maio.
E ao longo da segunda metade do mês, o preço do grão ficou mais estável, embora próximo da mínima do ano, sem força de recuperação mais consistente nesse momento (primeira Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho (Cepea), em Reais por saca, desde 2024.

O preço do milho na parcial de junho, valor até o dia 23 foi de, em média, R$63,8 por saca, além do menor valor nominal de 2026, o valor mensal mais baixo desde julho de 2025 (segunda Figura).
Além do menor valor mensal de 2026, o preço na parcial de junho foi também o valor nominal mais baixo para o período do ano desde 2024. Isso porque em junho de 2025 o preço médio nominal do milho foi de R$68,2 por saca e em junho de 2024 de R$57,9 por saca.
A Figura apresenta os dados médios nominais do preço do milho (Cepea), em Reais por saca, entre janeiro de 2020 e a parcial de junho de 2026 (até o dia 23).

O comportamento do grão no mercado físico, embora influencie o preço futuro do milho, segue mostrando gradativa recuperação para os contratos com vencimento em aberto para 2026 (terceira Figura).
A expectativa, de acordo com os dados da B3 de junho 923) é o preço do milho volte a ser negociado acima de R$70,0 por saca em novembro.
Vale lembrar que o preço do milho (Cepea) não apresenta média acima de R$70,0 por saca desde maio de 2025, ou seja, há mais de 1 ano.
A Figura abaixo apresenta dados de preço do milho no mercado físico (Cepea) e dos contratos futuros, segundo B3, entre julho de 2026 e julho de 2027, em Reais por saca, no dia 23 de junho, considerando os valores do ajuste.

Apesar da perspectiva de gradativa recuperação do preço futuro do milho, o valor segue pressionado ao longo do último mês (Tabela). Isso porque todos os contratos com vencimento em aberto na B3, assim como o preço do grão no mercado físico acumularam perda.
O preço esperado do milho para setembro de 2026, cotado a R$67,2 por saca, se mantém próximo da mínima para o vencimento, com queda de 2,5% entre maio (26) e junho (23).
A Tabela apresenta os dados do preço do milho (Cepea) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre julho de 2026 e julho de 2027, em Reais por saca.

E mudando de assunto, veja também que o preço da soja voltou a subir na parcial de junho, se aproximando do maior patamar médio de 2026, de janeiro. No entanto, o valor do grão segue no menor patamar para o período do ano desde 2020.
Vale lembrar também que a demanda crescente por óleo de soja contribui para manter estoques mundiais mais ajustados, apesar da ampla oferta do grão! A produção global de óleo de soja deve alcançar 74,7 milhões de toneladas, enquanto o consumo é projetado em 73,0 milhões de toneladas. Os estoques permanecem relativamente enxutos, com relação estoque/uso de apenas 7,2%, patamar considerado apertado para um mercado em crescimento.
O Farmnews apresentou o comportamento de preço do boi gordo, bezerro, milho e a soja ao longo de 2026, até a primeira metade de junho, avaliado em Reais (clique aqui) como em dólares (clique aqui).
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