domingo, janeiro 25, 2026
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Venda de carne bovina cai, mas o preço segue firme no final de janeiro

Com o final do mês se aproximando, a venda de carne bovina perdeu fôlego, mas as cotações, em parte dos segmentos, subiram.

A expectativa era de desaceleração na venda de carne bovina com a entrada da penúltima semana do mês e menor poder de compra do consumidor. Apesar disso, elas seguiram acontecendo – sem travar –, porém em ritmo reduzido.

No atacado de carne com osso, as vendas no início da semana ainda eram consideráveis para o período, mas com poucos pedidos de reposição. Com o avanço dos dias, o volume diminuiu.

A carcaça casada do boi capão permaneceu estável, comercializada em R$22,65/kg. Já a do boi inteiro valorizou 1,6%, cotado a R$21,75/kg.

Entre as fêmeas, a carcaça da vaca subiu 0,7%, negociada em R$20,90/kg, enquanto a da novilha recuou 0,5%, para R$21,40/kg

O mercado atacadista de carne sem osso, esteve com uma demanda maior devido ao desabastecimento na ponta final, elevando os pedidos de reposição e resultando em alta de 0,4% na média geral.

No traseiro, houve ajuste positivo de 0,3%, com sete cortes em alta e nove estáveis, com destaque para a maminha, que subiu 1,0%.

Os cortes do dianteiro tiveram aumento médio de 0,9%, com todos os seis cortes monitorados em alta. O cupim apresentou maior variação, com acréscimo de 1,7% na média.

No varejo, o movimento foi de alta em todos os estados monitorados.

Em São Paulo, a valorização foi de 0,3%, com 11 cortes em alta, sete em baixa e três estáveis. A maior variação positiva foi do acém, com aumento de 4,2%.

No Paraná, houve alta de 0,5%, com 12 cortes subindo, seis caindo e três sem mudança.

Em Minas Gerais, a média avançou 0,7%, com 12 cortes em alta, cinco em baixa e quatro estáveis. O destaque foi a alcatra com maminha, com aumento de 4,1%.

No Rio de Janeiro, a média subiu 0,9%, com 12 cortes em alta, oito em baixa e um estável. Destaque para a alcatra com maminha e para o peito, em que ambos subiram 4,4%.

No curto prazo, a expectativa é de que a venda de carne bovina desacelere ainda mais com a chegada da última semana do mês.

Tabela1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

venda de carne bovina

Saiba também que os dados parciais da exportação de carne bovina do Brasil até a primeira metade de janeiro de 2026 se mantêm acima de 2025 e caminham para novo recorde para o período do ano.

Isso porque nos primeiros 11 dias úteis de 2026 a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 11,47 mil toneladas e, apesar da queda em relação aos primeiros 6 dias úteis do ano (14,88 mil toneladas), segue acima do valor praticado em janeiro de 2025, considerando 22 dias úteis (8,19 mil toneladas dia de média). Clique aqui e saiba mais!

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

venda de carne bovina

A carne bovina do Brasil está cada vez mais disputada no mercado internacional e não apenas pela China, como temos destacado no Farmnews.

Apesar do recorde de importação de carne bovina do Brasil pela China, em 2025, a importância do país asiático na venda total do produto brasileiro no mercado internacional foi menor que a observada nos anos de 2022 e 2023.

Isso mostra que o crescimento nas vendas do Brasil para a China foi menor que o crescimento total das importações de carne bovina do País ao longo dos últimos anos. Clique aqui e confira os dados!

O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!

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