O Paraguai deixou de ser visto apenas como uma economia pequena e periférica. Nas últimas décadas, passou a ocupar uma posição estratégica nas cadeias agroalimentares regionais e globais.
Essa é a tese central do livro “De economia periférica a plataforma estratégica global: a construção silenciosa do Paraguai produtivo”.
A obra mostra que o país não construiu sua competitividade pelo mesmo caminho que o Brasil. Enquanto o Brasil avançou com inovação, pesquisa e tecnologia própria, o Paraguai cresceu por outro modelo: criou um ambiente eficiente para atrair capital, conhecimento, produtores experientes e tecnologias já consolidadas.
Como destaca o livro, “produzir deixou de ser apenas uma atividade econômica. Tornou-se uma posição estratégica na economia mundial”.
No caso paraguaio, o avanço ocorreu pela combinação de terra competitiva, menor burocracia, custos operacionais mais baixos, incentivos ao investimento e forte integração com o agronegócio brasileiro. Mais do que capital, atravessou a fronteira um sistema produtivo completo: máquinas, tecnologia, gestão, conhecimento técnico e cultura empresarial.
O resultado foi a transformação do Paraguai em uma espécie de hub produtivo regional, especialmente em cadeias produtivas como soja, carne, energia e agroindústria.
Mas o livro também alerta: eficiência não é sinônimo automático de desenvolvimento. O modelo paraguaio gerou crescimento, mas ainda enfrenta desafios importantes, como a dependência tecnológica externa, a concentração produtiva, as pressões sociais e os riscos ambientais.
A pergunta central da obra não é se o modelo funciona. Ele funciona. A questão é outra: para quem ele funciona, com quais custos e por quanto tempo?
Para produtores, investidores e empresas do agro, o livro oferece uma leitura estratégica: o Paraguai não deve ser analisado apenas como um país de baixo custo, mas como uma plataforma de eficiência em transição para uma etapa mais sofisticada.
No fundo, a obra não fala apenas do Paraguai. Fala sobre uma mudança maior: a nova geografia da competitividade no agronegócio global.
Acesse o link e adquira o material completo: De economia periférica a plataforma estratégica global: a construção silenciosa do Paraguai produtivo, Gilson Milde propõe uma leitura provocadora sobre uma transformação que passou quase despercebida: a ascensão do Paraguai como ator estratégico nas cadeias agroalimentares globais.
Renato Seraphim também destacou para o conceito de usar o Paraguai como plataforma de inovação resolve uma das maiores dores do agronegócio moderno: o Time-to-Market.
Segundo Renato, empresas que entendem o Paraguai não como um mercado final, mas como um Hub Estratégico de Desenvolvimento, ganham uma vantagem competitiva brutal. Elas conseguem testar suas inovações em solo real, com mão de obra especializada no agro, e ajustar suas tecnologias antes de enfrentar a complexidade regulatória e tributária de vizinhos maiores.
Saiba também que em abril de 2026, os alertas do PRODES (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite, hoje integrado ao Programa BiomasBR, que cobre todos os biomas) passaram a pesar na liberação do crédito rural. Para o produtor, isso muda tudo: antes de pedir financiamento, será preciso provar que a fazenda está ambientalmente regular.
Dizem por aí que a decisão foi técnica, construída em conjunto com representantes e profissionais especialistas do setor do agro. Será?
Claro que não! A reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) aconteceu no dia 18 de dezembro de 2025, em Brasília. Três órgãos aprovaram a medida: o Ministério da Fazenda, o Banco Central e o Ministério do Planejamento e Orçamento. A regra saiu pronta, está em vigor, e agora afeta o produtor no campo, no bolso e no planejamento da sua próxima safra.
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