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A biometria para uso em empréstimos agrícolas

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A biometria se consolida como uma camada crítica de proteção contra fraudes — reforçando a segurança em toda a jornada do crédito agrícola.

Os bancos poderiam reduzir a taxa de desistência de novos pedidos de empréstimo em até 29% permitindo que os solicitantes preencham suas solicitações online.

Desde abril, os bancos são obrigados a verificar dados de satélite sobre desmatamento antes de aprovar empréstimos rurais. Como resultado, a biometria pode ser fundamental para garantir que o beneficiário do empréstimo seja quem afirma ser, evitando assim penalidades e multas para a instituição financeira.

Vale lembrar que os alertas do PRODES passaram a pesar na liberação do crédito rural para o produtor. E isso muda tudo!  Pois é, em abril de 2026, os alertas do PRODES (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite, hoje integrado ao Programa BiomasBR, que cobre todos os biomas) passaram a pesar na liberação do crédito rural. Para o produtor, isso muda tudo: antes de pedir financiamento, será preciso provar que a fazenda está ambientalmente regular.

Nas regiões Centro-Oeste e Norte, os usuários precisam viajar entre 150 e 300 km para formalizar seus empréstimos rurais. A biometria economizaria entre R$500 e R$2.000 por contrato em combustível, tempo e logística, eliminando a necessidade de deslocamento até as agências bancárias.

Com a digitalização acelerando no campo, o crédito rural entra em uma nova fase. A Cédula de Produto Rural (CPR) digital já avança em ritmo expressivo, com crescimento de 39% no uso. Mas esse salto tecnológico vem acompanhado de desafios: o aumento das fraudes e a persistência das desigualdades de acesso em um país de dimensões continentais e infraestrutura digital ainda desigual.

Nesse contexto, a biometria ganha protagonismo como ferramenta essencial para garantir segurança e escala. De acordo com a JPMorgan Chase, a tecnologia pode reduzir em até 30% os custos operacionais do crédito agrícola ao substituir processos manuais e documentos físicos por validações instantâneas.

Apesar dos avanços na digitalização do crédito rural, a verificação de identidade ainda é um gargalo em regiões remotas e com baixo acesso a serviços financeiros. É nesse ponto que soluções biométricas, como as da Identy.io, ganham relevância ao ampliar o alcance do sistema financeiro. A tecnologia permite validar, de forma remota e segura, uma ampla gama de transações diretamente pelo celular, eliminando a necessidade de longos deslocamentos até agências bancárias — que, em muitos casos, ficam a centenas de quilômetros das propriedades rurais. Na prática, isso não só reduz fricções operacionais, como também acelera a inclusão financeira no campo.

O ganho de eficiência é outro fator decisivo. Processos tradicionais de aprovação de crédito, que antes levavam entre 15 e 45 dias do pedido ao desembolso, estão sendo drasticamente encurtados. Com o uso combinado da biometria e da Cédula de Produto Rural (CPR) digital, esse prazo pode cair para menos de 48 horas — uma transformação que acelera o acesso ao crédito e dá mais agilidade às decisões no campo.

Após concluir o cadastro — etapa em que suas credenciais de identidade digital são geradas e armazenadas de forma criptografada no próprio celular — o produtor passa a contar com um sistema de verificação ágil e seguro. Essas informações podem ser validadas tanto em bases centralizadas (modelo 1:N), quanto em autenticações diretas (1:1), garantindo que quem solicita o crédito é, de fato, quem afirma ser.

Além disso, soluções como as da Identy.io introduzem recursos como o BioCode, um QR Code que concentra os dados essenciais do usuário e pode ser apresentado sob demanda. Com isso, o produtor mantém controle total sobre quais informações compartilha, quando e com quem. Todos os dados críticos ficam armazenados em uma carteira digital (ID Wallet), protegida por padrões avançados de criptografia — elevando o nível de segurança e autonomia no acesso ao crédito rural.

A biometria deixou de ser apenas uma ferramenta de inclusão para o produtor e passou a gerar ganhos concretos também para as instituições financeiras. Segundo a Ken Research, bancos no Brasil podem reduzir em até 29% o abandono de solicitações de crédito ao eliminar etapas presenciais e o atrito físico do processo, além de cortar em até 18% a duplicação de dados e erros operacionais.

O impacto vai além da eficiência. Em um cenário em que deepfakes já respondem por cerca de 40% dos casos de roubo de identidade no mundo, a biometria se consolida como uma camada crítica de proteção contra fraudes — reforçando a segurança em toda a jornada do crédito agrícola.

A exigência regulatória também eleva o papel da biometria no crédito rural. A partir de abril de 2026, instituições financeiras deverão cruzar dados de satélite sobre desmatamento antes de aprovar financiamentos — um avanço importante no controle ambiental. Nesse novo cenário, a biometria passa a ser peça-chave para garantir a integridade do processo: é ela que assegura que o responsável pela assinatura da declaração de conformidade ambiental é, de fato, quem afirma ser.

Ao eliminar dúvidas sobre a identidade do declarante, a tecnologia ajuda a mitigar riscos jurídicos e operacionais — evitando sanções, multas e impactos financeiros relevantes para as instituições.

Para Jesús Aragón, o avanço do crédito rural digital depende diretamente de um novo nível de confiança no sistema. “Garantir que os recursos cheguem, de fato, aos produtores que precisam — especialmente em regiões remotas — torna essencial o uso de soluções seguras de verificação de identidade”, afirma.

Segundo o executivo, tecnologias como a prova passiva de vida, processada diretamente no dispositivo móvel do usuário, representam um avanço importante nesse cenário. Ao manter todo o processamento biométrico no próprio smartphone — sem a necessidade de enviar dados sensíveis para servidores externos — a solução amplia a segurança e viabiliza a autenticação mesmo em áreas com conectividade limitada ou com dispositivos mais simples. “É assim que a biometria para o bem se materializa na prática”, conclui.

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