As posições em aberto no mercado futuro do boi gordo voltaram a subir no final de janeiro e alcançaram o maior valor desde novembro.
Além do aumento da procura pelos contratos futuros do boi gordo ao longo do primeiro mês do ano, a expectativa de alta para os vencimentos também aumentou de modo importante (clique aqui). Contudo, é importante destacar que a valorização da arroba no mercado físico tem sido maior que na B3 (clique aqui), o que diminuiu a expectativa de alta do boi gordo no curto prazo, frente ao físico, como mostram os dados da Tabela abaixo.
Veja que o contrato com vencimento em maio de 2026, por exemplo, precificava uma expectativa de alta em relação ao físico (Datagro) de R$9,6 por arroba em janeiro (22). Essa expectativa de alta para o vencimento caiu para R$6,1 por arroba em janeiro (29) ao mesmo tempo em que o preço esperado da arroba para o vencimento renovou a máxima do ano, acima de R$333,0 por arroba. O mesmo aconteceu, em maior ou menor proporção, para todos os contratos em aberto em 2026.
A Tabela apresenta os dados da diferença entre o valor de ajuste (B3) para os contratos com vencimento entre janeiro e outubro de 2026 em relação ao físico (indicador Datagro), em Reais por arroba, entre os dias 22 e 29 de janeiro.

Além do aumento do preço do boi gordo no mercado físico e futuro, as posições em aberto também seguem aumentando, como mostram os dados da primeira Figura abaixo.
Desde a primeira semana de janeiro (8), as posições em aberto aumentaram 38,1% ou mais de 11,5 mil contratos e deve seguir em alta. No final de janeiro o número de contratos em aberto voltou a ficar acima de 40,0 mil, o maior patamar desde novembro de 2025 (segunda Figura).
A apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) entre outubro (16) e janeiro (29).

A procura pelos contratos com vencimento nos primeiros meses de 2026 segue subindo, com exceção do vencimento para janeiro e fevereiro (segunda Figura) que, caminha para o seu final. O aumento das posições para os demais vencimentos, especialmente entre março e maio foi significativa e mais que compensou a queda esperada nas posições de janeiro (terceira Figura).
A Figura apresenta dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento em janeiro e fevereiro de 2026, entre o final de julho e a parcial de janeiro (29).

O número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo subiu pela terceira semana consecutiva em janeiro (29), novamente acima de 40,0 mil e no maior patamar desde novembro de 2025.
O número de contratos em aberto para o vencimento em março de 2026 foi o que apresentou a maior alta entre os dias 22 e 29 de janeiro, com aumento de mais de 4,0 mil posições. No mesmo intervalo de tempo, o aumento das posições para os contratos que vencem em abril de 2026 ficou pouco abaixo de 2,0 mil e para maio de 2026 acima de 2,3 mil contratos.
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento entre março e maio de 2026, entre o início de outubro e a parcial de janeiro (29).

O preço do boi gordo nos EUA em janeiro de 2026 voltou a subir e a alcançar o maior valor nominal para o período do ano. Clique aqui e saiba mais!
Nesse contexto, é importante lembrar que, à parte da expectativa de uma flexibilização da cota de exportação para a China, é inegável que a carne bovina brasileira está cada vez mais disputada no mercado internacional (clique aqui). Os EUA segundo maior comprador do produto brasileiro apresentaram forte aumento de demanda em 2025, apesar do “tarifaço” e dos riscos geopolíticos cada vez maiores.
A exportação de carne bovina in natura do Brasil para os EUA foi recorde em 2025, somando 229,6 mil toneladas métricas, valor muito acima do observado em 2024, quando alcançou 189,3 mil toneladas. Em 2023 a venda para os EUA somou de 97,7 mil toneladas.
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