O Farmnews apresentou os dados de compra dos maiores importadores de bovinos vivos do Brasil na primeira metade de cada ano, ao longo da última década, desde 2017.
Afinal, quais foram e quanto compraram de bovinos vivos os maiores importadores do Brasil no 1° semestre, entre 2017 e 2026?
Vale lembrar que a exportação de bovinos vivos renovou a máxima histórica em 2026, em patamares muito acima do praticado no mesmo período dos anos anteriores.
A exportação de bovinos vivos do Brasil, em faturamento, mais que triplicou em junho de 2026 frente ao mesmo período de 2025.
a receita com a venda de animais somou o equivalente a US$191,43 milhões, o patamar mais alto para um mês de junho, em 2026 e, muito acima do valor praticado no mesmo período dos anos anteriores.
No acumulado de 2026, até junho, o Brasil exportou o equivalente a US$840,24 milhões em bovinos vivos, além de novo recorde, o valor foi mais de 85,1% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (US$451,95 milhões).
E esse aumento da exportação de bovinos vivos é liderado, principalmente, pelo aumento do ritmo de compra da Turquia que, pelo segundo ano consecutivo, foi o destaque entre os maiores compradores do Brasil (Figura).
A Figura apresenta os dados de importação, em mil toneladas, do maior comprador de bovinos vivos do Brasil no 1° semestre, entre 2017 e 2026, segundo dados da COMEX.

A Turquia liderou a compra entre os maiores importadores de bovinos vivos do Brasil no 1° semestre de 2025 e 2026 nos últimos 10 anos foi o principal comprador em 5 oportunidades.
Na primeira metade de 2026, a Turquia comprou 110,03 mil toneladas em bovinos vivos do Brasil, valor mais que o dobro do praticado em 2025 e muito acima do observado ao longo da série de 10 anos, com exceção de 2018, quando o país importou quase 80,00 mil toneladas em animais vivos.
O Iraque foi o principal importador de bovinos vivos do Brasil, considerando a serie desde 2017, em 3 oportunidades, ou seja, nos anos de 2019, 2022 e 2024. A Arábia Saudita foi o maior comprador nos anos de 2020 e 2021.
O importante é observar aqui que embora o mercado de exportação de bovinos vivos esteja apresentando forte crescimento nos últimos anos, a compra dos maiores importadores oscila de modo significativo e isso também merece atenção e cuidado.
E mudando de assunto, o preço futuro do boi gordo precifica alta para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 m julho e, a expectativa de alta nos preços vem acompanhando o movimento da arroba no físico (clique aqui) que, tende a ficar mais firme.
Nesse contexto de recuperação do preço da arroba, o Farmnews destacou que o preço corrigido do boi gordo, em 2026, sugere que o movimento de alta ainda não alcançou a máxima para o atual ciclo de longo prazo.
Apesar da maior volatilidade e dos riscos geopolíticos cada vez mais presentes, os fundamentos da pecuária permanecem firmes.
Em outras palavras, apesar das incertezas e das oscilações de curto prazo cada vez maiores, o movimento de valorização da pecuária de corte predomina no longo prazo.
Não podemos esquecer que apesar das incertezas e insegurança com relação a conflitos, protecionismo, economia etc, o abate de fêmeas segue renovando a máxima e aumenta a preocupação com relação à oferta futura de animais para o abate. O que tende a pressionar ainda mais os preços do boi gordo no longo prazo.
O Farmnews também apresentou os dados históricos do preço corrigido do bezerro.
Embora o preço nominal da categoria de reposição esteja renovando a máxima no ano, o potencial de alta permanece expressivo, principalmente quando avaliamos o comportamento histórico do preço corrigido do bezerro no longo prazo e o atual cenário de abate de fêmeas no Brasil (clique aqui).
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