O preço futuro do boi gordo subiu na semana entre 16 e 23 de janeiro, acumulando alta maior que o físico no período.
A referência do mercado futuro do boi gordo no físico, o indicador Datagro subiu 0,6% entre os dias 16 e 23 de janeiro, valor abaixo da alta observada para os contratos com vencimento entre janeiro e outubro de 2026, com exceção apenas de setembro, ainda com menor liquidez, como mostram os dados da Tabela abaixo.
O importante é destacar que todos os contratos com vencimento em aberto na B3 entre fevereiro e agosto seguem mais próximos de R$330,0 por arroba e acima do físico. A partir de setembro a perspectiva de valorização é maior, com os contratos de setembro e outubro mais próximo de R$340,0 por arroba.
O número de contratos em aberto na B3 voltou a subir em janeiro (22), indicando um maior procura pelos investidores (clique aqui), embora o valor segue distante do que foi observado no final de 2025.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no físico (Datagro) e futuro (B3), para os vencimentos entre janeiro e outubro de 2026, avaliado em Reais por arroba, entre os dias 16 e 23 de janeiro.

O preço futuro do boi gordo acumulou alta para todos os vencimentos em aberto ao longo de 2026 entre os dias 16 e 23 de janeiro e um ganho maior que o observado no físico no período.
O interessante é observar que embora acima do físico, o preço esperado do boi gordo para os vencimentos entre fevereiro e agosto de 2026 seguem próximos, pouco abaixo de R$330,0 por arroba.
A Figura abaixo apresenta dados de preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros, segundo B3, entre janeiro e outubro de 2026, em Reais por arroba, no dia 23 janeiro, considerando os valores do ajuste.

A expectativa de alta no preço esperado do boi gordo frente ao físico (Datagro) para os vencimentos entre fevereiro e agosto de 2026 oscila em torno de R$8,0 a R$9,0 por arroba. No entanto a previsão de alta para outubro se mantém maior, próxima de R$20,0 por arroba.
A exportação de carne bovina do Brasil deve renovar a máxima para um mês de janeiro, em 2026. Isso porque nos primeiros 11 dias úteis de 2026 a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 11,47 mil toneladas e, apesar da queda em relação aos primeiros 6 dias úteis do ano (14,88 mil toneladas), segue acima do valor praticado em janeiro de 2025, considerando 22 dias úteis (8,19 mil toneladas dia de média). Clique aqui e saiba mais!
No caso do consumo doméstico, embora a demanda tenha apresentado queda no final de janeiro, o preço da carne bovina no varejo tem se mantido firme. Clique aqui e confira os dados!
A Figura apresenta a diferença entre o preço esperado do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre janeiro e outubro de 2026, frente ao físico (Datagro), em janeiro (23), em Reais por arroba.

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E como temos destacado no Farmnews, é esperado um ano de alta no preço do boi gordo em 2026, mesmo com as incertezas relacionadas a China e o aumento da insegurança geopolítica (clique aqui). A oferta de carne bovina tende a cair de modo expressivo no ano, especialmente no Brasil (clique aqui) e o consumo deve se manter mais firme (clique aqui). Os fundamentos do mercado pecuário são de alta. Mas é preciso estar atento e acompanhar o mercado, para um bom planejamento e estratégia de venda. O mercado é volátil e dinâmico. Vamos acompanhar!
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