Primeira semana de fevereiro apresenta melhora na venda de carne bovina, mantendo os preços sustentados.
A primeira semana de fevereiro foi marcada pela venda de carne bovina relativamente boa no varejo e maiores pedidos de reposição de estoques. Somado a isso, com menor volume de carne bovina disponível, o cenário manteve os preços firmes.
No atacado de carne com osso, a cotação da carcaça casada do boi capão subiu 0,7%, comercializada em R$20,05/kg. Já a do boi inteiro, por outro lado, caiu 0,9%, cotada em R$21,20/kg.
Entre as fêmeas, a cotação das carcaças subiu 0,5% tanto para a vaca quanto para a novilha, negociadas em R$20,50/kg e R$21,05/kg, respectivamente.
No atacado de carne desossada, a cotação média geral aumentou 0,4%, sustentada pelo desempenho dos cortes do traseiro.
Para os cortes do traseiro, a média subiu 0,4%, com 13 cortes em alta, um em queda e dois estáveis. A maior alteração foi a da maminha, com avanço de 1,7%.
A cotação média dos cortes do dianteiro não apresentou alteração, com dois cortes em alta, dois em baixa e dois sem alteração. O lombinho se destacou, com alta de 1,3%.
No varejo, o comportamento variou entre os estados.
Em São Paulo, apesar da maior oscilação ter sido negativa, de 3,7% no miolo de alcatra, as demais movimentações relevantes foram positivas, sustentando a média geral, que valorizou 0,4%. Ao todo, foram registradas 12 altas, cinco quedas e quatro estabilidades.
No Rio de Janeiro, a média também subiu, apresentando alta de 0,8%, com oito cortes subindo, sete em queda e cinco estáveis. O principal destaque foi o miolo de alcatra, com aumento de 3,6%.
No Paraná, a média recuou 0,2%. Embora a maior variação tenha sido positiva, de 3,6% na alcatra completa, as demais variações mais expressivas foram de baixa: como o contrafilé (-3,4%), o acém e o coxão mole (-3,3%), e a picanha (-3,2%). No estado, o balanço dos cortes ficou equilibrado, com sete altas, sete quedas e sete estáveis.
Em Minas Gerais, a média geral não mudou. Nove cortes registraram aumento, sete apresentaram recuo e cinco ficaram estáveis. O miolo de alcatra foi o principal destaque, com queda de 3,9%.
No curto prazo, a expectativa é de manutenção no ritmo de venda de carne bovina, com maior movimentação no fim de semana.
Competitividade entre as carnes em janeiro
Considerando do primeiro ao último dia útil de janeiro, o dianteiro acumulou alta de 3,9%, equivalente a R$0,65/kg, encerrando o período em R$17,15/kg.
Em contrapartida, as demais proteínas registraram queda.
O suíno especial recuou 20,1%, ou R$2,70/kg, cotado em R$10,70/kg. Com isso, a relação de troca piorou para a carne bovina. No início do mês, 1kg de dianteiro comprava 1,23kg de carne suína e, no fechamento, passou a comprar 1,60kg
O frango médio caiu 12,5%, ou R$0,90/kg, negociado em R$6,30/kg. A relação de troca também ficou menos favorável frente ao frango, já que 1kg de dianteiro passou de 2,29kg no início do mês para 2,72kg ao final.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

A exportação de carne bovina do Brasil foi recorde para um mês de janeiro, em 2026, em receita, embarque e preço. E pela primeira vez pela primeira vez, em um mês de janeiro, o faturamento com a venda de carne bovina brasileira para o exterior superou o patamar de US$1,0 bilhão e também em patamares muito acima do valor praticado no mesmo período do ano anterior (alta de mais de 40,0% frente a janeiro de 2025). Clique aqui e confira os dados!
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

A importação de carne bovina do Brasil pela China e EUA também renovou a máxima para um mês de janeiro, em 2026. Clique aqui e confira os dados de venda de carne bovina do Brasil para os nossos 2 maiores compradores nos meses de janeiro!
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