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Preço futuro da ureia para 2026 cai forte no início de maio

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O preço futuro da ureia, após um período de forte alta entre fevereiro e abril, voltou a cair com a perspectiva do fim do conflito no Oriente Médio.

O preço da ureia em 2026 acumula forte alta, com o valor médio de importação (FOB) pelo Brasil em março de 2026 voltando a se aproximar de US$500,0 por tonelada, o maior patamar em mais de 3 anos, ou seja, desde o início de 2023.

A Figura apresenta os dados mensais do preço médio de importação (FOB) de ureia pelo Brasil, em dólares por tonelada, entre janeiro de 2020 e março de 2026.

Fonte: Dados da COMEX (elaborado por Farmnews)

Apesar da forte alta no valor de importação da matéria-prima em março, o preço futuro da ureia caiu desde o final de abril, com a perspectiva do fim do conflito no Oriente Médio.

O preço futuro da ureia para maio de 2026 segue acima do valor de importação praticado em março de 2026. Isso porque o vencimento para maio precifica um valor de US$623,0 por tonelada. No entanto, vale lembrar que o mercado futuro (CBOT) chegou a precificar patamares próximos de US$700,0 por tonelada para o vencimento de maio.

O preço futuro da ureia caiu frente a perspectiva anterior, mas segue precificando alta em relação ao valor de importação observada em março. A tendência, contudo, é que o preço volte a cair mais desde que, claro, haja uma negociação para o fim do conflito entre os EUA e o Irã.

O mercado futuro da ureia, inclusive, precifica valores abaixo de US$600,0 por tonelada a partir de junho e em agosto patamares de preço não muito distante do praticado em março de 2026.

Vale destacar, contudo, que o mercado de fertilizantes é volátil e sujeito a fortes oscilações, a depender dos movimentos geopolíticos mundo afora.

Como temos destacado no Farmnews, a geopolítica se tornou variável operacional. Hoje, produtor, cooperativa, agroindústria, trading e investidor precisam acompanhar não só safra, clima e câmbio, mas também corredores marítimos, segurança energética, rivalidade entre potências mundiais!

Vale destacar que sempre que o Oriente Médio entra em turbulência, a conta pode chegar aqui na forma de diesel mais caro, frete pressionado, fertilizantes, armazenagem e aumento de custo operacional. Para o agro brasileiro, isso importa muito, o campo é competitivo, mas continua profundamente exposto a choques externos de energia e transporte, e quando o petróleo sobe de forma persistente, a pressão se espalha por toda a cadeia, do preparo do solo ao porto.

O segundo impacto é comercial, o Brasil precisa olhar para a China não apenas como grande compradora, mas como potência sob estresse estratégico. Se a China sofre maior pressão energética, desaceleração industrial ou redirecionamento geopolítico, isso muda o comportamento de compra, o ritmo de importação, a formação de estoques e a forma de negociar. E isso vale especialmente para cadeias como soja, milho, proteínas e outras commodities ligadas ao agro, uma China pressionada compra diferente, negocia diferente e protege seus interesses com ainda mais intensidade.

O terceiro impacto é diplomático, em um mundo mais polarizado, países que produzem alimento, energia e estabilidade passam a ser observados também pela sua capacidade de gerar confiança. O Brasil ganha relevância porque reúne escala agrícola, papel energético e peso ambiental, mas relevância, sozinha, não basta. Transformar peso econômico em influência estratégica exige previsibilidade, credibilidade e capacidade de navegar entre interesses divergentes sem comprometer acesso a mercados, investimentos e reputação internacional.

E vale lembrar também que a importação de fertilizantes pelo Brasil alcançou patamar recorde para um mês de março, em 2026, apesar dos preços em forte alta! Apesar da forte alta no preço de compra, a importação de fertilizantes pelo Brasil renovou a máxima para um mês de março, em 2026 (primeira Tabela), superando o recorde anterior de 2021.

E embora a importação de fertilizantes tenha alcançado a máxima para um mês de março, no acumulado dos 3 primeiros do ano a compra de matérias-primas pelo Brasil ficou pouco abaixo do recorde para o período do ano, quando no 1° trimestre de 2021 foi de 8,63 milhões de toneladas.

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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