Venda de carne bovina no varejo volta a desacelerar no final da primeira metade de abril. Mas preços seguem mais estáveis!
Apesar da retomada de fôlego na semana anterior, a venda de carne bovina no varejo demonstrou fraqueza.
As vendas no varejo, que haviam apresentado melhora na semana anterior, voltaram a perder o ritmo.
No atacado, a menor disponibilidade de carne, aliada à demanda interna enfraquecida, manteve o setor equilibrado. Com a arroba do boi gordo em alta e o bom desempenho das exportações, os preços se mantiveram sustentados.
No atacado de carne com osso, houve alta nas cotações de todas as carcaças casadas.
A carcaça casada do boi capão avançou 2,5%, negociada em R$24,85/kg, enquanto a do boi inteiro subiu 3,4%, cotada em R$24,10/kg.
Entre as fêmeas, a da vaca registrou valorização de 2,9%, comercializada em R$22,80/kg, e a da novilha teve alta de 3,1%, apregoada em R$23,40/kg.
No atacado de carne sem osso, a média avançou 1,7%, sustentada pela elevação tanto dos cortes do traseiro quanto do dianteiro.
Nos cortes do traseiro, a média subiu 1,5%, com valorização em 14 dos 16 cortes e recuo em dois. O principal destaque foi a alcatra completa, que apresentou alta de 3,8%.
Já os cortes do dianteiro tiveram aumento médio de 2,7%, com cinco cortes em alta e um em queda, com destaque para a paleta com músculo, que avançou 4,4%.
No varejo, o comportamento variou entre os estados.
Em São Paulo, a média recuou 0,6%, com nove cortes em queda, oito em alta e quatro estáveis. O filé mignon sem cordão apresentou a maior variação, com queda de 3,4%.
Em Minas Gerais, a média também caiu (-0,7%), influenciada pela redução em 12 cortes, enquanto seis subiram e três permaneceram estáveis. A picanha teve a maior alteração, com recuo de 4,2%.
Por outro lado, no Paraná, a média subiu 0,9%, com 13 cortes em alta, seis em queda e dois estáveis. A maior variação foi observada no contrafilé, com alta de 4,1%.
No Rio de Janeiro, a média avançou 0,7%, sustentada pela valorização do contrafilé, que subiu 4,3%, além do aumento em 12 cortes, enquanto sete recuaram e dois se mantiveram estáveis.
Apesar do desempenho reduzido no varejo ao longo da semana, o setor mantém expectativa de melhora na venda de carne bovina no curto prazo, impulsionada pelo feriado de Tiradentes na próxima terça-feira.
Destaque: “As vendas no varejo, que haviam apresentado melhora na semana anterior, voltaram a perder o ritmo.”
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Nesse contexto de demanda doméstica, vale destacar que além da venda internacional aquecida, o consumo doméstico de carne bovina para 2026, no Brasil, foi revisado para cima em abril. O consumo de carne bovina no Brasil em 2026 foi revisado de 7,75 milhões de toneladas em equivalente carcaça para 8,15 milhões de toneladas, aumento de 5,1% frente a expectativa apresentada em dezembro de 2025.
A exportação de bovinos vivos do Brasil, assim como acontece para a venda de carne bovina brasileira para o mercado internacional, também vem renovando as máximas históricas, em patamares muito acima do praticado no mesmo período dos anos anteriores, em 2026.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg

E mudando de assunto, o Farmnews destacou que, na parcial de abril o preço do bezerro, embora em patamares recordes, subiu menos que o boi gordo, tanto avaliado em cabeça como no peso.
Essa maior alta no preço do boi gordo no ano tem contribuído para amenizar os indicadores de relação de troca que, em abril embora tenha subido em relação ao mesmo período dos anos anteriores, segue distante da máxima histórica.
O indicador de arrobas de boi gordo por bezerro caiu na parcial de abril de 2026 frente ao mês anterior, indicando uma melhora no poder de compra do pecuarista. Embora o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado seja uma das principais preocupações de 2026, em abril, o indicador que mede a relação de troca, melhorou frente ao mês anterior, ainda que permaneça acima dos valores observados nos anos anteriores, até 2022, para o período.
É importante destacar que o indicador de arrobas de boi gordo em um mês de abril, em 2026, de 9,15 segue distante da máxima observada para o período do ano, de 2021. Vale lembrar que em abril de 2021 foram necessárias 9,94 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro, considerando os dados do Cepea. O valor parcial de abril de 2026 segue, inclusive, abaixo do que foi observado em abril de 2015 e 2020, quando o indicador foi de, respectivamente, 9,24 e 9,23 arrobas de boi gordo por bezerro.
O Farmnews também comparou os dados do preço do bezerro, boi gordo, milho e da soja nos meses de abril, entre 2018 e a parcial de 2026, avaliados tanto em moeda americana como em moeda nacional!
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