A exportação de milho do Brasil na parcial de abril de 2026, até a 4ª semana do mês, segue descolada do ritmo de embarque de abril de 2025.
Vale lembrar que na primeira parcial de abril, considerando os números das duas primeiras semanas do mês ou 7 dias úteis, a média diária de embarque de milho do Brasil para o mercado internacional foi de 42,54 mil toneladas, valor 377,1% acima do praticado em abril de 2025, quando a média diária de embarque foi de 8,91 mil toneladas.
E no acumulado até a 4ª semana de abril ou 16 dias úteis, os dados seguem descolados do que foi observado em abril de 2025. A média diária de embarque na parcial de abril de 2026 foi de 27,69 mil toneladas, valor 210,5% acima do que foi praticado em 2025.
Em valores absolutos, a venda de milho do Brasil na parcial do mês de abril de 2026 somou 443,08 mil toneladas. A expectativa é que a exportação de milho do Brasil em 2026 alcance o maior patamar para um mês de abril desde 2022 (690,30 mil toneladas). Em abril de 2025 a venda de milho do Brasil somou 178,35 mil toneladas e em 2024 apenas 66,14 mil toneladas. No ano de 2023 a venda foi de 470,81 mil toneladas, patamar que certamente será superado em 2026.
Além da alta em abril, a exportação de milho do Brasil já apresentou um 1° trimestre de 2026 com vendas acima da observada no mesmo período de 2025.
A exportação de milho do Brasil no 1° trimestre de 2026 foi 15,0% acima do valor observado no mesmo período de 2025, mas atrás do que foi comercializado em 2024 e 2025. A venda de milho brasileiro para o mercado internacional entre janeiro e março de 2026 somou 6,78 milhões de toneladas, enquanto no 1° trimestre de 2025 o valor foi de 5,89 milhões de toneladas. No 1° trimestre de 2024 e 2025 a exportação foi de, respectivamente, 9,78 e 7,01 milhões de toneladas.
Considerando apenas o mês de março de 2026, a venda de milho brasileiro para o mercado internacional somou 983,03 mil toneladas, valor 12,8% acima do que foi praticado em março de 2025 (871,30 mil toneladas) e no maior patamar para o período do ano desde 2023 (1,33 milhão de toneladas).
E mesmo com a alta na exportação de milho do Brasil em 2026, pelo menos até a parcial de abril, o preço do milho ficou mais pressionado, para baixo ao longo do mês. O preço do milho voltou a se aproximar da mínima do ano em abril, cotado abaixo de R$67,0 por saca e acumulando perda de 4,1% frente ao valor que encerrou 2025 e uma queda de 5,3% apenas na parcial de abril (em relação ao último valor de março).
Apesar dessa maior pressão negativa no preço no mercado físico, a expectativa de preço para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 é de valorização.
O mercado futuro precifica alta para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 em relação ao valor atual do milho (Cepea) no final de abril. Embora ainda acumule forte queda ao longo de abril, o preço esperado do milho voltou a subir nos últimos dias de abril, com o vencimento para setembro voltando a superar o patamar de R$70,0 por saca.
Além da expectativa de valorização, a procura dos investidores pelos contratos futuros do milho segue aquecida e, subindo em abril, com destaque ao vencimento de setembro de 2026.
E mudando de assunto, a exportação de carne bovina do Brasil caminha para renovar a máxima de embarque para um mês de abril em 2026. E quem sabe também de preço!
Além do esperado recorde de vendas, o preço da carne bovina exportada do Brasil segue subindo ao longo de abril.
Veja também que a demanda chinesa por carne bovina foi revisada, para baixo, em mais de 0,50 milhão de toneladas em equivalente carcaça para 2026. Será que o consumo de carne bovina na China vai cair tanto em 2026?
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