O preço futuro do boi gordo para 2026 encerrou a primeira quinzena de maio pressionado, especialmente para os contratos mais próximos do vencimento.
O contrato que vence em maio de 2026 inclusive perdeu o patamar de R$340,0 por arroba, o que não era observado desde o início de março, ou seja, há pouco mais de 2 meses, como mostram os dados apresentados na primeira Figura e, voltou a descolar do físico.
A Figura ilustra a evolução diária do preço esperado do boi gordo para maio de 2026 (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba.

O preço futuro do boi gordo para maio de 2026 foi cotado a R$336,8 por arroba no final da primeira metade de maio, valor R$7,5 por arroba abaixo da referência no físico (Datagro).
A maior pressão de queda no mercado futuro do boi gordo tem acontecido, principalmente, para os contratos mais próximos do vencimento. Vale observar (segunda Figura) que o contrato para vencimento em outubro de 2026 segue mais estável que o preço do boi gordo no físico (Datagro) e também que o contrato que vence em maio de 2026.
O preço do boi gordo (Datagro), entre o final de 2025 e a parcial de maio (15) subiu 8,1%, enquanto no mesmo intervalo de tempo os contratos futuros para vencimento em maio e outubro de 2026 subiram, respectivamente, 4,2% e 1,5%.
No entanto, considerando apenas a primeira metade de maio, ou seja, entre o final de abril e a parcial de maio (15), o preço do boi gordo (Datagro) caiu 2,5% e os contratos futuros para maio e outubro caíram 1,3% e 0,1%, nessa ordem.
A Figura ilustra a variação acumulada do preço do boi gordo (Datagro) e dos contratos futuros com vencimento em maio e outubro de 2026, ao longo de 2026 (frente ao valor que encerrou 2025).

O fato é que embora descolado do físico (terceira Figura), com os contratos futuros que vencem entre maio e setembro abaixo do físico, o preço esperado do boi gordo acumulou queda menor que o físico na primeira metade de maio.
Isso sugere que o mercado futuro do boi gordo embora siga pressionado, o investidor talvez esteja receoso em precificar quedas maiores que os patamares atuais. Vamos acompanhar!
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre maio e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em maio (15).

Veja também que a procura pelo contrato futuro do boi gordo que vence em julho foi o destaque no final da segunda quinzena de maio, com o maior aumento do número de posições em aberto na B3.
Pois é, embora o número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo tenha permanecido relativamente estável entre a primeira e segunda semana de maio, houve um aumento de procura, em especial, para o contrato de junho.
E mudando de assunto, o preço do bezerro foi o destaque positivo na parcial de maio, acumulando a maior alta, no ano, quando comparado ao boi gordo, milho e a soja!
Essa maior alta no preço da categoria de reposição em relação ao animal pronto para o abate reacende a preocupação com o ágio do bezerro e o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
Apesar de pressionado, o preço do boi gordo na parcial de maio de 2026 caminha para renovar a máxima nominal para o período do ano, assim como acontece para o bezerro. Apesar de ambos, boi gordo e bezerro alcançarem os maiores patamares médios nominais em maio de 2026, quando avaliado os valores corrigidos pela inflação o cenário é diferente.
O Farmnews inclusive apresentou os dados históricos que mostram a evolução do preço corrigido do boi gordo e do preço corrigido do bezerro, sinalizando que ambos ainda devem seguir o movimento de alta nesse ciclo pecuário de longo prazo, apesar do momento de queda para o animal pronto para o abate.
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