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Venda de carne bovina desacelera. Preço cai no atacado e sobe no varejo

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Mesmo com o fim de semana movimentado pelo Dia das Mães, a venda de carne bovina desacelera e os pedidos de reposição de estoque ficaram abaixo do esperado pelo setor atacadista.

Como já era esperado pelo setor, o fim de semana, somado ao Dia das Mães e ao recebimento dos salários, trouxe maior movimentação ao varejo. Ainda assim, ao longo da semana, o ritmo perdeu força, embora isso não signifique paralisação das vendas.

No atacado, apesar da melhora observada no varejo, o resultado ficou aquém do esperado após o fim de semana. Embora os dois primeiros dias da semana tenham apresentado maior movimentação, isso não significou um mercado bom e aquecido. No restante da semana, os pedidos seguiram em baixo ritmo, mesmo com estoques reduzidos.

No atacado com osso, a cotação de todas as categorias seguiu em queda pela terceira semana consecutiva.

A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 0,6%, negociada em R$24,50/kg, enquanto a do boi inteiro recuou 0,9%, apregoada em R$23,05/kg. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca apresentou queda de 1,6%, cotada em R$22,05/kg, e a da novilha recuou 1,1%, comercializada em R$22,75/kg.

No atacado de carne sem osso, a média geral dos cortes recuou 0,1%, pressionada principalmente pelos cortes do traseiro, que também apresentaram queda.

A média dos cortes do traseiro caiu 0,2%, com 13 dos 16 cortes em baixa, dois em alta e um estável. As maiores variações foram as altas de 0,7% para o miolo de alcatra e para a picanha B, e a queda de 0,7% para a alcatra com maminha.

Já a média dos cortes do dianteiro apresentou ajuste positivo de 0,2%, sustentada pela alta de 1,2% na cotação da paleta com músculo. Dos seis cortes do dianteiro, três subiram, um caiu e dois permaneceram estáveis.

No varejo, parte dos estados apresentou alta na média, com exceção do Paraná, que registrou queda.

Em São Paulo, a média subiu 0,3%, com 14 cortes em alta, quatro em queda e três sem alteração. O destaque foi a fraldinha, que subiu 3,7%.

Em Minas Gerais, a alta média foi de 0,1%, com nove cortes em alta, sete em queda e cinco estáveis. A picanha maturada foi o corte que mais variou, com alta de 4,1%.

No Rio de Janeiro, o ajuste positivo foi de 0,2%, com 10 cortes em alta, cinco em queda e seis estáveis. A maior variação foi a do filé mignon com cordão, que subiu 4,0%.

No Paraná, por outro lado, a média geral dos cortes caiu 0,5%, com 11 cortes em queda, oito em alta e dois estáveis. O destaque foi o peito, que recuou 4,4%.

No curto prazo, a tendência é de que o ritmo de venda de carne bovina diminua.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

venda de carne bovina
Fonte: dados da Scot Consultoria, até 13-mai

Apesar da queda na demanda doméstica por carne bovina, a exportação de carne bovina do Brasil segue evoluindo para novas máximas.

A primeira parcial de maio de 2026 mostrou forte aumento na exportação de carne bovina quando comparado a maio de 2025.

Pois é, após a máxima para um mês de abril, em 2026, a exportação de carne bovina do Brasil caminha, a passos largos em maio, para nova máxima de venda para o período do ano.

Isso porque no acumulado dos 5 primeiros dias úteis de maio, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 17,17 mil toneladas métricas, valor 65,5% acima do praticado em maio de 2025, quando a média diária de venda foi de 10,38 mil toneladas métricas.

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

venda de carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria, até 13-mai

E mudando de assunto, o mercado futuro do boi gordo, após sucessivas quedas ao longo de abril, voltou a ficar mais estável em maio.

Apesar da forte pressão de queda no mercado físico, o futuro ficou mais estável, já que precifica queda frente aos valores atuais da arroba, pelo menos até setembro.

Isso sinaliza que movimentos de queda que coloquem os patamares de preço muito abaixo dos patamares atuais encontram maior resistência pelos investidores na B3.

O fato é que embora o mercado físico esteja pressionado, o mercado futuro indica um cenário mais favorável, especialmente para os meses finais do ano!

Veja também que o Farmnews atualizou os dados do preço corrigido do bezerro ao longo de mais de 15 anos, entre 2010 e a parcial de maio de 2026.

O preço corrigido do bezerro, em 2026, segue abaixo do valor observado no ciclo de alta anterior, de 2021, indicando que os valores devem seguir valorizados e, subindo!

Vale destacar também que o preço do bezerro em dólares superou o patamar de US$700,0 por cabeça pela primeira vez em maio de 2026.

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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