O preço futuro do boi gordo para vencimento em junho, embora volátil, tem mostrado um suporte importante ao longo de maio.
Com o contrato que vence em maio caminhando para o final, as atenções se voltam para o contrato de junho. E, com isso, vamos apresentar os dados de preço para o vencimento e o que os movimentos na B3 sugerem, apesar da volatilidade.
Pois é, embora o mercado futuro esteja bastante pressionado desde a segunda metade de abril, o contrato que vence em junho, em especial, parece ter encontrado um suporte em maio, após sucessivas quedas, como mostram os dados da primeira Figura.
A Figura ilustra a evolução diária do preço esperado do boi gordo para junho de 2026 (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba.

O preço futuro do boi gordo para junho foi cotado a R$340,0 por arroba em maio (13), valor 2,0% acima do valor que encerrou abril, enquanto no mesmo intervalo de tempo a referência Datagro caiu 2,2%.
O mercado futuro do boi gordo segue pressionado e volátil, com os efeitos negativos do clima refletindo uma maior oferta de animais prontos para o abate no mercado físico.
A pressão da UE para os produtos de origem animal exportado do Brasil também contribuiu para o cenário negativo, adicionando uma maior preocupação de um dos nossos principais importadores de carne bovina.
O fundamento técnico apresentado pela UE para retirar o Brasil da lista de exportadores é objetivo: o País não apresentou garantias suficientes quanto ao uso de antimicrobianos na cadeia de produção animal.
A decisão da UE, com vigência em 3 de setembro, retira Brasil da lista de exportadores de proteína animal, pressiona margens de frigoríficos, redireciona excedente para mercados de menor prêmio e neutraliza parte dos ganhos esperados com o acordo Mercosul-EU.
Apesar do anúncio da UE que, pode e deve ser revertido e, os receios relacionados a China, as exportações de carne bovina e bovinos vivos do Brasil renovam as máximas históricas em 2026. E embora não seja esperada uma queda muito expressiva no preço do boi gordo no ano, o mercado futuro do boi gordo mantém uma expectativa pessimista ao longo dos próximos meses, até setembro (segunda Figura) e mais otimista a partir de outubro.
E como temos destacado, a expectativa mais otimista para os meses finais de 2026 acontece mais pela queda no preço dos contratos mais próximos do vencimento do que pela alta no valor esperado dos contratos entre outubro e dezembro.
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre maio e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em maio (13).

Ainda que pressionado e volátil, como comentamos, o mercado futuro do boi gordo ficou mais estável nos últimos dias, com os movimentos de alta e baixa resultando em relativa estabilidade, pelo menos entre os dias 6 e 13 de maio, como mostram os dados da Tabela abaixo.
Veja que ao longo da semana entre 6 e 13 de maio, o preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) acumulou queda maior que os contratos futuros do boi gordo. Aliás, alguns contratos acumularam alta no período, como os vencimentos de junho, julho, agosto e dezembro!
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre maio e dezembro de 2026, em Reais por arroba.

Saiba também que o preço do bezerro segue renovando a máxima e, mais descolado do boi gordo na primeira metade de maio.
O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) foi cotado a R$3.431,3 por cabeça em maio (12) e, além do recorde nominal diário, cada vez mais descolado dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores.
É importante observar também que na parcial de maio, até o dia 12, frente ao valor que encerrou abril, o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) subiu 0,7%, enquanto no mesmo intervalo de tempo o preço do boi gordo caiu 1,6%, cotado a R$348,8 por arroba.
Na parcial de 2026, até maio (12), frente ao valor que encerrou 2025, o preço do bezerro subiu 11,9% e o boi gordo 9,3%.
Essa maior alta no preço da categoria de reposição em relação ao animal pronto para o abate reacendeu a preocupação com o ágio do bezerro e o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!





