A venda de carne bovina no varejo seguiu a sazonalidade do período, com o feriado não sendo capaz de impulsionar a demanda.
Apesar de certo otimismo por parte do setor com o feriado de Tiradentes, em 21 de abril, a venda de carne bovina não se mostrou aquecida, reflexo principalmente do período de final de mês, quando o consumidor reduz a frequência de ida aos supermercados e açougues em busca de carne bovina.
Do lado da oferta, com a semana mais curta, muitas unidades frigoríficas não realizaram abates no feriado, o que contribuiu para um menor volume de carne armazenado nas câmaras frias.
Dessa forma, o setor atacadista apresentou firmeza em parte das cotações, enquanto no varejo, em alguns estados, a cotação média recuou.
No atacado de carne com osso, com exceção da carcaça casada do boi inteiro, que caiu, as demais registraram alta.
A carcaça casada do boi capão subiu 0,6%, negociada em R$25,00/kg, enquanto a do boi inteiro teve ajuste negativo de 0,2%, cotada em R$24,05/kg.
Entre as fêmeas, a cotação da carcaça casada da vaca subiu 0,9%, negociada em R$23,00/kg, e a da novilha avançou 1,1%, comercializada em R$23,65/kg.
No atacado de carne sem osso, o preço médio subiu 0,7%, sustentado pela alta do traseiro e do dianteiro.
Os cortes do traseiro apresentaram ajuste positivo de 0,4% na média, com 13 cortes em alta e três em queda, com destaque para o contrafilé, que subiu 1,7%.
Já a média dos cortes do dianteiro subiu 1,5%, com todos os cortes em alta. O principal destaque foi a paleta com músculo, com valorização de 1,7%.
No varejo, o comportamento foi variado entre os estados.
Em São Paulo, a média recuou 0,1%, com a principal variação sendo a queda de 3,1% no músculo. No estado, nove cortes subiram, oito caíram e quatro permaneceram estáveis.
Em Minas Gerais, a média também caiu 0,1%, com nove cortes em alta, oito em queda e quatro estáveis. As maiores variações foram a queda de 3,9% no filé mignon com cordão e a alta de 3,9% no músculo.
No Paraná, o movimento foi oposto, com alta de 0,1%, puxada pela valorização de 4,4% do filé mignon com cordão. Oito cortes subiram, oito caíram e cinco ficaram estáveis.
No Rio de Janeiro, a média subiu 0,8%, com 12 cortes em alta, seis em queda e três estáveis. A maior variação foi positiva, de 4,1% para o filé mignon sem cordão.
No curto prazo, a tendência é de manutenção no cenário, ou seja, de venda de carne bovina mais fraca no varejo!
Tabela 1. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

Saiba também que o valor médio de venda da carne bovina do Brasil para o mercado internacional foi recorde para um 1° trimestre, em 2026. Pois é, além do recorde de vendas, o preço médio de exportação da carne bovina brasileira tem sido destaque em 2026 que, superou o recorde anterior para o período do ano, de 2022.
Os patamares recordes do preço da carne bovina exportada do Brasil brasileira têm sido impulsionados pela alta no preço dos principais importadores, em especial dos EUA, Chile, UE e Rússia que renovaram as máximas para o 1° trimestre, em 2026.
Aliás, o Farmnews tem destacado para os dados que mostram o aumento do ritmo de compra da carne bovina brasileira no mercado internacional, não apenas pela China. A carne bovina do Brasil tem sido cada vez mais disputada no mercado internacional e não apenas pelo país asiático.
Tabela 2. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

A importação de carne bovina do Brasil pela China renovou o recorde e alcançou o maior patamar para um 1° trimestre, em 2026. A exportação de carne bovina do Brasil para a China somou 325,42 mil toneladas métricas no 1° trimestre de 2026, valor 16,3% acima do praticado no mesmo período de 2025 (279,71 mil toneladas) e novo recorde para o período do ano.
É importante observar, apesar do recorde de vendas para a China, que a participação chinesa na exportação total de carne bovina do Brasil vem diminuindo ano a ano. Em 2026 a importância da China para o País foi menor comparado ao mesmo período dos anos anteriores. Claro, a queda é discreta, mas mostra que o aumento das vendas para outros países tem aumentado mais que a demanda chinesa
Nesse contexto, vale destacar que a exportação de carne bovina do Brasil para os EUA foi de 98,17 mil toneladas métricas no 1° trimestre de 2026, o maior patamar para o período do ano e 28,5% acima do observado em 2025.
Já a exportação de carne bovina do Brasil para o Chile somou 38,57 mil toneladas métricas no 1° trimestre de 2026, valor 28,6% acima do observado no mesmo período de 2025 (30,00 mil toneladas) e novo recorde para o período do ano. A importação de carne bovina do Brasil pelos países da UE também segue aumentando e alcançando patamares muito acima dos anos anteriores.
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