O preço futuro do boi gordo voltou a subir no final da penúltima semana de abril, amenizando, pelo menos um pouco, o deságio em relação ao físico.
Embora a diferença entre a expectativa de preço e o valor atual da arroba permaneça alta, com todos os contratos com vencimento em aberto na B3 abaixo da referência no físico, a perspectiva de queda diminuiu em abril (24), como mostram os dados da primeira Figura.
O mercado físico do boi gordo voltou a ser mais pressionado, para baixo, no final de abril, como esperado para o período do ano. Como temos comentado, a queda, ainda que pontual e relativamente modesta do físico, não é surpresa com o início do período de safra. O que chama a atenção é o descolamento, para baixo, em relação ao físico.
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (24).

Apesar da perspectiva de queda em relação ao físico, para todos os contratos futuros do boi gordo com vencimento em aberto na B3 em abril (24), a diferença negativa em relação ao físico diminuiu.
Isso porque no início da penúltima semana de abril (segunda Figura), o deságio do preço esperado do boi gordo em relação ao físico era ainda maior.
Veja, por exemplo, que em abril (20), a expectativa de queda para maio de 2026 em relação ao físico foi de R$21,0 por arroba e em abril (24), o mercado futuro do boi gordo precificou uma queda de R$13,8 por arroba. O mesmo aconteceu para todos os demais contratos em aberto na B3, com a menor diferença em relação ao físico.
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (20).

O interessante também é observar que o preço futuro do boi gordo tem sido mais pressionado para os contratos mais próximos do vencimento (Tabela), ou seja, entre abril e junho de 2026.
Além da maior queda no preço futuro do boi gordo para os contratos mais próximos do vencimento, o número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo voltou a cair, com destaque também para a queda nos contratos de abril e maio!
Os contratos mais distantes do vencimento, como de outubro, ainda com menor liquidez, caiu menos também porque se manteve praticamente estável ao longo de 2026, ao contrário do vencimento de maio. A expectativa, por outro lado, é que o mercado futuro do boi gordo fique cada vez mais especulado no curto prazo, com os contratos para a segunda metade do ano mais procurados pelos investidores.
O Farmnews inclusive apresentou dados da variação diária acumulada do preço do boi gordo (Datagro) e dos contratos com vencimento e maio e outubro ao longo de 2026!
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba.

O fato é que prevalece muita insegurança e incerteza com relação a segunda metade do ano quando o assunto é China, apesar dos fundamentos de alta para o boi gordo! E isso tem mantido uma maior cautela dos investidores, especialmente para os contratos com vencimento mais distante.
E mudando de assunto, o ágio do bezerro frente ao boi gordo subiu em abril de 2026 frente ao mesmo período dos anos anteriores, mas segue distante da máxima para o período do ano, de 2021. O ágio do bezerro frente ao boi gordo na parcial de abril de 2026 de 39,1% foi o maior para o período do ano desde 2021. No entanto, o valor segue abaixo que foi praticado nas máximas históricas para um mês de abril, justamente em 2021 e também em 2015.
No entanto, os dados do mercado futuro do boi gordo, descolados do físico, sinalizam uma expectativa de preço que preocupa o produtor, especialmente devido a intensidade do movimento de queda projetado na B3, especialmente no curto prazo.
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