A venda de carne bovina voltou a ganhar ritmo com o feriado de 1º de maio e a proximidade do Dia das Mães.
Maio começou trazendo melhora nas saídas de carne nas gôndolas dos supermercados e nos açougues. Além da característica sazonal, outros fatores contribuíram para o avanço da venda de carne bovina no varejo, como o feriado de 1º de maio e a proximidade do Dia das Mães, em 10 de maio, data que costuma ser a segunda melhor para as vendas de carne bovina, atrás apenas das festas de fim de ano.
A maior movimentação no varejo refletiu no atacado, que também apresentou melhora nas vendas, porém ainda insuficiente para sustentar os preços, que recuaram na semana.
No atacado de carne com osso, a cotação caiu para todas as carcaças casadas. A carcaça do boi capão recuou 0,4%, negociada em R$24,65/kg, enquanto a do boi inteiro caiu 2,1%, apregoada em R$23,25/kg. A da vaca teve queda de 1,5%, cotada em R$22,40/kg, e a da novilha recuou 1,1%, cotada em R$23,00/kg.
No atacado de carne desossada, a cotação média geral caiu 0,5%, pressionada pela queda nas médias tanto dos cortes do traseiro quanto dos do dianteiro.
A média dos cortes do traseiro recuou 0,5%, com 11 dos 16 cortes em queda, três em alta e dois estáveis. A maior variação foi a queda de 1,9% da fraldinha.
A média dos cortes do dianteiro caiu 0,9%, reflexo de cinco cortes em queda e um estável. O destaque foi a paleta com músculo, com recuo de 1,8%.
No varejo, por outro lado, houve ajustes positivos na cotação média em todos os estados.
Em São Paulo, o aumento foi de 0,4%, com destaque para a alta de 4,5% no filé mignon sem cordão. Ao todo, dez cortes subiram, oito caíram e três ficaram estáveis.
No Paraná, a valorização foi de 0,6%, com 13 cortes em alta, dois em queda e seis estáveis. A maior variação foi da alcatra com maminha, que subiu 2,4%.
Em Minas Gerais, o avanço foi de 0,2%, com sete cortes em alta, oito em queda e seis estáveis. O destaque foi a picanha, com alta de 4,5%.
No Rio de Janeiro, a alta foi de 0,3%, com nove cortes em alta, sete em queda e cinco sem variação. O filé mignon com cordão apresentou a maior variação, com alta de 3,4%.
No curto prazo, a expectativa é de que a venda de carne bovina no varejo não perca o ritmo, sustentada ainda pelo melhor poder de compra do consumidor.
Destaque: “A maior movimentação no varejo refletiu no atacado, que também apresentou melhora nas vendas, porém ainda insuficiente para sustentar os preços, que recuaram na semana.”
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Além da melhora na venda de carne bovina no mercado doméstico, vale destacar também que a exportação de carne bovina do Brasil somou o equivalente a US$1,57 bilhão em abril de 2026, além de novo recorde para o período do ano, valor quase 30,0% acima do observado em abril de 2025 (US$1,21 bilhão).
O preço médio da carne bovina do Brasil, além da forte alta em abril de 2026 frente ao mesmo período dos anos anteriores, superou o recorde anterior para o período do ano, de 2022, quando foi negociado, em média, a US$6,21 por kg.
E a importação de carne bovina do Brasil pela China também foi destaque em abril. As vendas somaram 135,47 mil toneladas métricas em abril de 2026, valor 27,0% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (106,64 mil toneladas).
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

Veja também que o preço da carne bovina exportada do Brasil alcançou patamar recorde em 2026, considerando os dados médios até abril.
Pois é, além do recorde de vendas e receita, o preço médio da carne bovina do Brasil no mercado internacional tem sido destaque, renovando a máxima na parcial de 2026.
O preço da carne bovina exportada do Brasil nos primeiros 4 meses de 2026 foi de, em média, US$5,83 por kg, valor 17,2% acima do praticado no mesmo período de 2025 e pouco maior que a máxima anterior, de 2022 (US$5,76).
E mudando de assunto, as posições em aberto dos contratos futuros do boi gordo caíram forte no início de maio, com o encerramento de abril não compensado pelo aumento na procura para os demais vencimentos, além da nova queda para maio.
As posições em aberto para os contratos futuros do boi gordo na B3 apresentaram forte queda na primeira semana de maio. Isso porque o aumento da demanda pelos contratos futuros do boi gordo na B3, especialmente daqueles que vencem a partir de junho, foi marginal entre o final de abril e início de maio, não compensando a perda devido ao fim das negociações de abril e a nova queda para o vencimento de maio.
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