A procura pelo contrato futuro do boi gordo que vence em julho foi o destaque no final da segunda quinzena de maio, com o maior aumento do número de posições em aberto na B3.
Pois é, embora o número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo tenha permanecido relativamente estável entre a primeira e segunda semana de maio (primeira Figura), houve um aumento de procura, em especial, para o contrato de junho.
A Figura apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3 entre outubro de 2025 e a parcial de maio de 2026 (14).

O total de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo em maio (14) de 53.344 ficou praticamente estável em relação à semana anterior (maio, 7), após a forte queda observada com o fim das negociações de abril, como mostram os dados da Figura acima.
O fato é que o investidor segue mais comedido, talvez aguardando um momento mais oportuno para retornar a procura pelos contratos, especialmente daqueles que vencem mais parra o final de 2026.
O contrato que vence em maio foi novamente único que apresentou queda nas posições em aberto na B3 (segunda Figura), assim como aconteceu na primeira semana de maio. Apesar das sucessivas quedas, o maior número de contratos em aberto segue para o vencimento em maio.
O fato é que a queda nas posições em aberto do contrato futuro que vence em maio foi principalmente compensada pelo aumento das posições que vencem em junho.
E por falar em junho, o preço futuro do boi gordo para o vencimento, apesar da volatilidade, claro, tem mostrado um suporte importante ao longo de maio e, acumulado alta, ao contrário do preço da arroba no mercado físico!
As posições em aberto para o contrato futuro do boi gordo para maio caíram e foram compensadas, principalmente pelo aumento da procura pelo vencimento de junho, embora também houve um leve aumento de demanda para os demais contratos, ainda que muito modesta (terceira Figura).
A Figura apresenta o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3), por mês de vencimento, em maio (7) e maio (14).

É interessante observar que, enquanto a procura dos investidores para maio segue diminuindo pela quinta semana consecutiva, como esperado, a demanda pelos contratos para o vencimento em outubro segue subindo, mas ainda um crescimento tímido (terceira Figura).
E por falar em outubro, o mercado futuro do boi gordo tem mostrado uma perspectiva de preços mais favorável para os meses finais do ano na B3 quando comparado com os contratos mais próximos do vencimento e também frente ao valor atual da arroba no mercado físico.
E como temos destacado, a expectativa mais otimista para os meses finais de 2026 acontece mais pela queda no preço dos contratos mais próximos do vencimento do que pela alta no valor esperado dos contratos entre outubro e dezembro.
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento de maio e outubro de 2026, entre o novembro de 2025 e a parcial de maio de 2026 (14).

Saiba também que o preço corrigido do bezerro, em 2026, segue abaixo do valor observado no ciclo de alta anterior, de 2021, indicando que os valores devem seguir valorizados e, subindo!
Vale destacar também que o preço do bezerro em dólares superou o patamar de US$700,0 por cabeça pela primeira vez em maio de 2026.
O preço do bezerro em dólares na parcial de maio subiu mais de 27,0% frente ao valor que encerrou 2025, alta muito superior a alta avaliada em moeda nacional, em torno de 12,0%.
O preço médio do bezerro de US$694,8 por cabeça na parcial de maio de 2026 foi 34,9% maior que a média de maio de 2025 (US$515,1) e muito acima do recorde anterior para o período do ano, de 2021, quando foi cotado, em média, a US$588,7 por cabeça.
O Farmnews também destacou na primeira metade de maio que além de renovar a máxima em moeda nacional, o preço do bezerro descolou do boi gordo que, se mantém mais pressionado, para baixo, no período de safra.
Essa maior alta no preço da categoria de reposição em relação ao animal pronto para o abate reacendeu a preocupação com o ágio do bezerro e o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
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