O número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo voltou a cair, com destaque para a queda nos contratos mais próximos do vencimento, de abril e maio!
É esperada uma queda nas posições em aberto para o vencimento em abril que caminha para o final. No entanto, o número de posições em abeto para o contrato que vence em maio também caiu de modo mais expressivo em abril (23).
Aliás, apenas os contratos que vencem entre abril e junho apresentaram queda frente a semana anterior (abril, 16). O aumento das posições em aberto para os vencimentos entre julho e dezembro não foram suficientes, contudo, para evitar a queda nas posições totais em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3 em abril (23), como mostram os dados da primeira Figura abaixo.
A Figura apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3 entre outubro de 2025 e a parcial de abril de 2026 (23).

A queda nas posições em aberto no mercado futuro do boi gordo em abril (23) frente a semana anterior (abril, 16) foi de quase 3,0 mil contratos. Contudo, mesmo com a queda, as posições em aberto na B3 seguem acima de 60.000 contratos pela terceira semana consecutiva (Figura acima).
A forte pressão negativa no preço dos contratos futuros do boi gordo ao longo de abril é um dos fatores que explica a queda nas posições em aberto na B3. Vale lembrar que o mercado futuro do boi gordo segue bastante descolado, para baixo, do físico, precificando forte queda no preço da arroba no curto prazo.
As posições em aberto no mercado futuro do boi gordo voltaram a cair em abril (23), pressionadas pela queda nos contratos que vencem entre abril e julho de 2026.
Além da queda nos contratos com vencimento entre abril e julho, o aumento da procura pelos investidores para os contratos com vencimento ao longo da segunda metade do ano segue discreta.
A Figura apresenta o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3), por mês de vencimento, em abril (16) e abril (23).

Como temos destacado no Farmnews, é esperado um aumento da volatilidade no curto prazo no mercado futuro do boi gordo, já que com o ano avançando, as incertezas relacionadas a China começam a se tornar mais presentes e isso pode manter os investidores mais comedidos nesse momento. Ainda prevalece muita insegurança e incerteza com relação a segunda metade do ano quando o assunto é China, apesar dos fundamentos de alta para o boi gordo!
É interessante observar que a procura pelos contratos para o vencimento em outubro segue estável ao longo de abril (terceira Figura), oscilando em patamares entre 7,0 e 8,0 contratos em aberto!
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento de maio e outubro de 2026, entre o novembro de 2025 e a parcial de abril de 2026 (23).

E mudando de assunto, é interessante que em abril de 2026 o USDA revisou, para cima, a expectativa de exportação de carne bovina do Brasil frente a previsão anterior. No entanto, a expectativa para 2026 segue abaixo da observada em 2025. E ao mesmo tempo que o USDA revisou, para cima, a expectativa de venda de carne bovina do Brasil para o mercado internacional, diminuiu a perspectiva de compra de carne bovina pela China. Isso mostra que, de fato, a carne bovina brasileira segue cada vez mais disputada no mercado internacional e, não apenas pela China!
Nesse contexto, a importação de carne bovina do Brasil pela China alcançou o maior patamar para um 1° trimestre, em 2026. A exportação de carne bovina do Brasil para a China somou 325,42 mil toneladas métricas no 1° trimestre de 2026, valor 16,3% acima do praticado no mesmo período de 2025 (279,71 mil toneladas) e novo recorde para o período do ano.
É importante observar, apesar do recorde de vendas para a China, que a participação chinesa na exportação total de carne bovina do Brasil vem diminuindo ano a ano. Em 2026 a importância da China para o País foi menor comparado ao mesmo período dos anos anteriores. Claro, a queda é discreta, mas mostra que o aumento das vendas para outros países tem aumentado mais que a demanda chinesa. Isso comprova a maior procura pela carne bovina brasileira no mercado internacional, seja pelos EUA, Chile, Rússia, UE entre outros.
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